Venezuela liberta mais três presos espanhóis. "Passo muito positivo"
- 13/01/2026
As "três novas libertações" ocorreram na segunda-feira, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Jose Manuel Albares, em declarações à rádio Catalunya Ràdio.
Na semana passada, a Venezuela libertou outras cinco pessoas de nacionalidade espanhola, que já estão em Espanha, confirmou o ministro.
A libertação destes presos é um "passo muito positivo", considerou Albares, que apelou ao Governo venezuelano para "continuar a avançar nesta linha".
O ministro elogiou o trabalho do ex-primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero, que tem estado a mediar nesta situação, "a pedido da oposição venezuelana".
Organizações não-governamentais (ONG) e a oposição da Venezuela confirmaram na segunda-feira que pelo menos 56 presos políticos foram libertados desde quinta-feira, enquanto o Governo afirma que 116 saíram em liberdade, mas sem revelar os nomes.
A ONG venezuelana Foro Penal, que até domingo contabilizava mais de 800 presos políticos nas cadeias do país, confirmou a libertação de 56 pessoas até às 21:15 de segunda-feira (01:15 de hoje em Lisboa).
Segundo o balanço mais recente da Foro Penal, o número de presos políticos incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade, entre os quais cinco lusovenezuelanos.
O principal bloco de oposição da Venezuela contabilizou, por seu turno, 73 libertações até à mesma hora.
Na quinta-feira, o presidente do parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de um "número significativo" de pessoas.
O anúncio das libertações ocorreu após pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou ter influência direta sobre o processo político em Caracas depois da captura, pelos EUA, no dia 03 de janeiro, do ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro.
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