Venezuela: Familiares visitam presos políticos pela primeira vez

  • 12/01/2026

À porta da prisão de Rodeo I, perto de Caracas, Aurora Silva, mulher do ex-deputado Freddy Superlano, disse que conseguiu ver hoje o seu marido, após "quase 18 meses" desde a sua detenção, a 30 de julho de 2024, em plena crise pós-eleitoral na Venezuela.

 

"Consegui vê-lo passado tanto tempo, consegui olhar através de uma divisória de vidro, pude confirmar que está vivo, que era o meu maior medo, e que está forte e convicto de que será libertado em breve", disse a ativista, referindo que, tal como ela, outras pessoas visitaram hoje pela primeira vez os seus familiares, em situação de presos políticos.

Aurora Silva afirmou que os presos políticos estão "extremamente fortalecidos" e a aguardar que sejam libertados, e assegurou que o marido está confiante de que "isto vai terminar muito em breve".

"Este é um Freddy diferente. Fazia um ano e quase seis meses sem o abraçar e sem ouvir a sua voz", expôs Aurora Silva, reiterando a denuncia de que o ex-deputado "nem sequer teve acesso a um advogado privado" e que "estava praticamente em desaparecimento forçado".

A mulher assegurou que ela e outros familiares permanecerão no centro de detenção a fazer "a pressão necessária de forma cívica" para garantir a libertação de todos os presos políticos.

A ativista voltou a apelar à Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e ao presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez Gómez, para que "cumpram o compromisso que assumiram" em relação à libertação dos presos políticos.

Também Juan Carlos Lago, pai do capitão do Exército Juan Carlos Lago Ochoa, afirmou que hoje pôde ver o filho pela primeira vez desde a sua detenção, a 24 de janeiro de 2025.

"Há quase um ano que não sabia do seu paradeiro. Graças à visita agendada para hoje, pude vê-lo e confirmar que está bem de saúde física e mentalmente", disse, referindo que, até então, negavam que o seu filho estivesse detido, acreditando que tal se devia porque "estavam a cumprir ordens".

"Com a graça de Deus, a Venezuela vai mudar. Libertação para todos os presos políticos", exigiu Juan Carlos Lago.

As organizações não governamentais e a maioria da oposição denunciam que o processo de libertação de reclusos tem avançado a conta gotas.

Até ao meio-dia locais de hoje (16:00 em Lisboa), a ONG Foro Penal contava apenas 17 libertações, afirmando que 803 presos políticos permaneciam encarcerados.

Por outro lado, a Plataforma Democrática Unitária (PUD), a maior coligação da oposição, reportou 22 libertações até à tarde de sábado, apelando às autoridades para que "acelerem os processos de libertação para que o sofrimento termine de vez".

Na madrugada deste domingo, a ONG Comité para a Liberdade dos Presos Políticos denunciou a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernández, um polícia de 52 anos do estado de Portuguesa (oeste da Venezuela), que tinha sido detido a 09 de dezembro por "partilhar mensagens críticas" contra o chavismo.

No dia 03 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, que foram levados para Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, tendo ambos declarado que estão inocentes.

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2917557/venezuela-familiares-visitam-presos-politicos-pela-primeira-vez#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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