"Uma defesa forte é essencial para preservar as relações transatlânticas"
- 03/02/2026
"Está claro que uma defesa europeia mais forte é essencial para preservar as relações transatlânticas", disse António Costa, em declarações à agência noticiosa Ansa, durante a apresentação do seu anuário fotográfico em Bruxelas.
"Nesse sentido, a posição [do Presidente norte-americano, Donald] Trump ajudou a criar uma posição comum na Europa e hoje esse processo está em andamento", adiantou o responsável, no evento que decorreu no Instituto Italiano de Cultura.
António Costa adiantou: "Não precisamos de 27 grandes exércitos, mas de 27 Estados-Membros que contribuam para a defesa comum da UE. Precisamos de maior complementaridade, padronização e interoperabilidade".
Desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, as relações transatlânticas têm vindo a ser pautadas por tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia, que refletem diferenças estratégicas e económicas visíveis num contexto global instável.
Embora Bruxelas e Washington continuem aliados próximos, sobretudo no âmbito da NATO e no apoio à Ucrânia, existem fricções em áreas como políticas comerciais, subsídios industriais, regulação tecnológica e prioridades geopolíticas.
As ameaças tarifárias e de protecionismo norte-americanas têm gerado preocupação em vários países europeus, que receiam perda de competitividade.
Ao mesmo tempo, a UE procura afirmar maior autonomia estratégica, equilibrando a relação com os Estados Unidos na ótica dos seus próprios interesses económicos e políticos.
A 01 de dezembro de 2024, António Costa começou o seu mandato de dois anos e meio à frente do Conselho Europeu, sendo o primeiro socialista e o primeiro português neste cargo.
Leia Também: UE quer propor aos EUA acordo sobre matérias-primas críticas














