UE saúda acordo entre Damasco e curdos e pede atenção ao Estado Islâmico
- 31/01/2026
"É necessária uma cessação completa das hostilidades para permitir a entrega de ajuda humanitária, a proteção dos civis e o regresso dos deslocados internos", afirmou o porta-voz do serviço diplomático da UE Anouar El Anouni.
A União Europeia instou ainda as partes a "garantir a segurança dos campos e centros de detenção e a trabalhar para impedir o ressurgimento" dos terroristas do EI.
O governo de Damasco e as Forças Democráticas da Síria (FDS), dominadas pelos curdos e que controlam a região autónoma a norte do país, anunciaram hoje um acordo "global", prevendo representação repartida no Estado.
O entendimento prevê que as forças de segurança de Damasco serão destacadas para duas cidades controladas pelos curdos, enquanto as FDS vão ficar agrupadas em três brigadas do exército sírio.
Segundo o texto acordado, "as forças sob comando do Ministério do Interior vão entrar nos centros das cidades de Hasakah e Qamishli", dois redutos curdos.
As FDS sofreram nas últimas semanas um grande revés face ao exército sírio, tendo sido forçadas a ceder zonas do norte e nordeste do país sob pressão militar, recuando para seu reduto em Hasakah (nordeste).
As forças curdas também controlam o enclave de Kobani (oeste), territorialmente separado da zona autónoma curda.
As novas autoridades islamitas, que derrubaram Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, pondo fim a uma longa guerra civil, estão determinadas a estender sua autoridade a toda a Síria.
Damasco e as FDS prolongaram o cessar-fogo por 15 dias, em 24 de janeiro, e continuaram as conversações sobre a integração das forças e da administração curdas no estado da Síria.
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