UE apela a uma transição pacífica que respeite a soberania da Venezuela
- 04/01/2026
"A UE afirmou repetidamente que Nicolás Maduro não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito e defendeu uma transição pacífica para a democracia no país, liderada pela Venezuela e respeitosa da sua soberania", afirmou num comunicado a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.
A posição foi hoje assumida com o apoio de 26 Estados-membros do bloco europeu, à exceção da Hungria, informou a agência espanhola EFE.
O comunicado da diplomacia da UE acrescentou ainda que "o direito do povo venezuelano de determinar o seu futuro deve ser respeitado" e apelou "à calma e à moderação de todas as partes envolvidas, a fim de evitar a escalada do conflito e garantir uma solução pacífica para a crise".
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o presidente deposto vai comparecer na segunda-feira num tribunal em Manhattan.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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