Trump lamenta que mensagem económica não esteja a passar nos EUA

  • 21/01/2026

"Herdámos uma confusão. Os números que herdámos estavam em ascensão, e agora conseguimos reduzi-los, quase todos, consideravelmente", declarou o Presidente norte-americano na Casa Branca, referindo-se em concreto à inflação.

 

No dia em que se assinala um ano desde que regressou ao poder, Donald Trump apresentou o que considera serem as suas conquistas durante uma conferência de imprensa que as agências internacionais descreveram como confusa, na qual criticou os seus assessores de comunicação por não conseguirem que a sua mensagem chegue aos norte-americanos.

"Quer dizer, não compreendo... Talvez a minha equipa de comunicação não seja muito boa, mas não estamos a conseguir passar a mensagem", admitiu, enquanto a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se manteve impassível.

Ao longo de 80 minutos, num tom de voz invulgarmente baixo, Trump elencou os principais sucessos que reclama para a sua administração, insistindo que o país está a experimentar "uma inflação muito baixa".

O Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2025, prosseguiu, "está a caminho de superar, talvez por uma larga margem, o crescimento de 5%", uma previsão que deverá ser analisada como otimista.

Trump salientou também o efeito positivo das tarifas que implementou contra os parceiros dos Estados Unidos, observando que reduziram o défice comercial e obrigaram as empresas de outros países a investir em fábricas em território norte-americano.

"Vêm para aqui porque não podem pagar as tarifas", comentou o líder da Casa Branca, que no último fim de semana ameaçou impor tarifas a oito países europeus que enviaram tropas para a Gronelândia e não apoiaram o seu plano de anexar o território autónomo dinamarquês.

O Presidente norte-americano começou o seu discurso na sala de imprensa da Casa Branca exibindo fotos de "assassinos desequilibrados" que disse terem sido detidos pelos serviços de imigração e alfândegas (ICE) e deportados, em particular de Minnesota, palco de protestos contra as ações daquela entidade federal.

Minneapolis, a maior cidade do estado, vive num clima tenso desde que uma mulher norte-americana foi morta em 07 de janeiro por um agente do ICE.

Trump voltou a atacar o seu antecessor, Joe Biden, como o "pior presidente da história em matéria de imigração", acusando-o de implementar uma política de fronteiras abertas, que disse já ter sido invertida.

"Ninguém entrou", argumentou o político republicano, acrescentando não compreender as críticas às controversas operações contra imigrantes do ICE.

O Presidente norte-americano reiterou a sua ameaça contra as chamadas "cidades-santuário", que limitam a cooperação com as autoridades federais de imigração e deixarão de receber financiamento de Washington a partir de 01 de fevereiro, caso não comecem a colaborar com o ICE e outras agências.

Na sua longa conferência de imprensa, Trump brincou ainda com a sua tentativa de designar o Golfo do México como Golfo da América após o seu regresso à Casa Branca há um ano.

"Eu ia chamar-lhe Golfo Trump, mas pensei que me matavam se o fizesse. Queria fazê-lo. (...) Golfo Trump soa bem de qualquer forma, talvez possamos fazer isso. Ainda vamos a tempo", sugeriu.

Leia Também: Nova-iorquinos pedem "impeachment" de Trump em protesto contra "fascismo"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2923132/trump-lamenta-que-mensagem-economica-nao-esteja-a-passar-nos-eua#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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