Trump insta a "novo tratado melhorado e modernizado" com Rússia
- 06/02/2026
"Em vez de prorrogar o tratado New START (um acordo mal negociado pelos Estados Unidos que está a ser, além de tudo, flagrantemente violado), devemos incumbir os nossos especialistas nucleares de trabalhar num novo tratado, melhorado e modernizado, que possa perdurar no futuro", escreveu Trump, na sua rede social Truth Social.
Tanto o atual chefe de Estado norte-americano como membros do seu Governo optaram até agora por ignorar as propostas da Rússia para negociar um novo tratado. Assinado em 2010, o New START não podia ser mais prolongado.
O New START, assinado pelo antigo presidente democrata Barack Obama (2009-2017), era o último tratado de controlo de armas nucleares em vigor entre as duas maiores potências nucleares do mundo, e o fim da sua vigência representa uma enorme viragem na história do controlo de armamentos desde a Guerra Fria, reacendendo o medo da proliferação.
O próprio Trump declarou publicamente aprovar as limitações impostas por este acordo, que diz respeito às armas nucleares de longo alcance e estipula que nem Moscovo nem Washington podem possuir mais de 1.550 ogivas nucleares operacionais e 700 mísseis capazes de as transportar.
No entanto, manifestou interesse num novo pacto que inclua a China, cujo arsenal, embora de menor dimensão, está a crescer e a tornar-se mais sofisticado, mas Pequim já rejeitou tal hipótese.
Na mensagem de hoje, o Presidente republicano acrescentou que "os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo" e que ele próprio reconstruiu "por completo" as Forças Armadas nos dois mandatos na Casa Branca (2017-2021 e 2025-2029), inclusive desenvolvendo "novas armas nucleares e muitas outras coisas modernizadas".
Destacou também a criação da Força Espacial, que, desde o seu primeiro mandato presidencial, se tornou um dos oito ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos, e afirmou que esta "impediu o início de guerras nucleares em todo o mundo entre o Paquistão e a Índia, o Irão e Israel, e a Rússia e a Ucrânia".
A Força Espacial é um dos organismos responsáveis pelo projeto "Cúpula Dourada", um sistema complexo que o Governo Trump pretende desenvolver para intercetar mísseis balísticos intercontinentais na órbita baixa da Terra.
Embora a própria viabilidade desse escudo seja posta em causa, muitos especialistas alertam para o perigo de corrida aos armamentos que podia surgir caso Washington implementasse um sistema capaz de quebrar a chamada "vulnerabilidade mútua" que atualmente existe entre as potências nucleares.
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