Trump garante ter "enorme frota" a caminho do Irão "por precaução"
- 23/01/2026
"Temos muitos navios a ir nessa direção, por precaução. E veremos o que acontece. Temos uma grande força (...) Temos a Marinha. Temos uma enorme frota a ir nessa direção. E talvez não precisemos de a utilizar", frisou aos jornalistas a bordo do Air Force One, após regressar aos Estados Unidos do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.
As mais recentes declarações do republicano surgiram depois de o próprio Trump ter afirmado que não considerava necessárias "mais ações" contra o Irão.
O chefe de Estado norte-americano defendeu ainda que as suas ameaças a Teerão levaram ao cancelamento da execução de mais de 800 manifestantes, uma alegação negada pelo país da Ásia Ocidental.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou repetidamente as autoridades iranianas com uma possível intervenção militar na República Islâmica para deter a violenta repressão da onda de protestos, que encorajou a população a prosseguir, tendo afirmado: "A ajuda vai a caminho".
Mas depois disso, mudou de ideias e declarou que, afinal, os Estados Unidos não vão intervir para travar a repressão do regime teocrático dos 'ayatollahs' sobre a população revoltada e virou a sua atenção para a anexação da Gronelândia.
Os protestos no Irão intensificaram-se a partir do final de dezembro, impulsionados pelo agravamento da crise económica, pela elevada inflação e pelo descontentamento generalizado com o regime iraniano e a falta de liberdades civis.
As manifestações espalharam-se por várias cidades e têm sido duramente reprimidas pelas forças de segurança, com recurso a força letal.
Organizações não-governamentais de direitos humanos denunciaram milhares de mortos, milhares de feridos e detenções em massa, embora os números exatos sejam difíceis de confirmar devido a cortes no acesso à Internet e à censura estatal, o que tem gerado ampla condenação internacional.
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