Trump diz que se deu "muito bem" com Petro e que conversaram sobre "sanções"

  • 04/02/2026

Embora Donald Trump não tenha especificado a que tipo de sanções se referia, em outubro Washington designou Petro e a sua família como pessoas envolvidas no tráfico de drogas e, em setembro, retirou a certificação da Colômbia como país aliado na luta contra o narcotráfico.

 

Trump disse também que os dois chefes de Estado aproximaram as suas posições no que respeita ao combate ao tráfico de drogas.

"Estamos a trabalhar nisso [o narcotráfico] e demo-nos muito bem. Ele e eu não éramos propriamente os melhores amigos, mas não me senti ofendido, porque nunca o tinha conhecido. Não o conhecia de todo, e demo-nos muito bem, e estamos a trabalhar nisso", explicou o presidente norte-americano.

"Também estamos a trabalhar noutros assuntos, incluindo as sanções. E tivemos uma reunião muito boa, achei fantástica", acrescentou Trump.

Petro disse hoje numa conferência de imprensa, posteriormente ao encontro, que saiu da reunião com Trump na Casa Branca com uma "impressão positiva" e que sentiu um "clima otimista", após um "momento de grande tensão".

O presidente da Colômbia revelou na conferência de imprensa em Washington, que entregou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma lista dos principais chefes do narcotráfico que vivem fora do território colombiano.

"A primeira linha do narcotráfico vive no Dubai, em Madrid, em Miami (...) entreguei uma lista ao presidente Trump. Os seus chefes não estão na Colômbia e é preciso persegui-los", afirmou Petro.

Já numa entrevista à Caracol Radio antes desta aparição, Petro disse que não falou com o presidente dos EUA sobre a sua saída da referida lista do Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro norte-americano e garantiu que o importante era retirar a Venezuela e a Colômbia dessa lista como um todo.

E adiantou que propôs a Trump que Bogotá e Caracas trabalhassem em conjunto na área militar para combater o narcotráfico, pedindo ajuda para capturar importantes líderes dos cartéis.

A reunião ocorreu após um ano de fortes tensões e acusações mútuas entre os dois mandatários e teve como foco especial a questão do tráfico de drogas.

Washington vem sustentando que a produção de cocaína disparou sob o governo de Petro, enquanto este defende que sua política de substituição de culturas tem sido bem-sucedida

O presidente colombiano também revelou que na reunião de hoje defendeu que os exércitos do seu país e da Venezuela devem enfrentar juntos os narcotraficantes que operam nas regiões fronteiriças.

"É preciso colocar o Exército da Venezuela com o colombiano, numa operação comum, de forma que aqueles que estão ajoelhados no narcotráfico e não sabem que essa época passou, que uma nova era está a começar, e que ficaram num passado imediato de ganância, sejam derrotados", acrescentou Petro após a reunião com o seu homólogo norte-americano na Casa Branca.

Da mesma forma, o Presidente colombiano disse que a ideia é que ambos os países persigam os líderes da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) que estão na Venezuela e "aqueles que mais prejudicam a Colômbia com sua violência".

Após a detenção de Nicolás Maduro no passado dia 3 de janeiro, o Governo colombiano ordenou o reforço dos 2.219 quilómetros de fronteira com a Venezuela para garantir a segurança, especialmente em Catatumbo, um dos maiores bastiões do ELN.

Na zona também opera a Frente 33 das dissidências das FARC, que há mais de um ano enfrenta o ELN pelo controlo territorial do Catatumbo, e outros grupos de narcotraficantes.

O ELN é o segundo maior grupo armado da Colômbia, depois do grupo criminoso Clan del Golfo, de acordo com o relatório oficial do governo intitulado «Apreciação das capacidades críticas da ameaça (Accam)».

Gustavo Petro revelou ainda que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, aceitou servir de mediador para amenizar as tensões comerciais entre a Colômbia e o Equador.

Os dois vizinhos sul-americanos impuseram mutuamente direitos aduaneiros de 30%, com Quito a acusar Bogotá de não fazer o suficiente para controlar em seu território os grupos de narcotraficantes que atravessam a fronteira comum.

Durante o seu primeiro encontro com Trump na terça-feira na Casa Branca, Petro pediu que este mediasse a crise com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, aliado de Washington na região.

"Ele disse: 'Tudo bem, vou ligar-lhe'", afirmou o presidente de esquerda na entrevista à estação Caracol Radio.

Esta foi a primeira reunião entre Trump e Petro.

Leia Também: Seul e EUA prometem gerir tarifas "de forma estável" após pressão de Trump

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2932341/trump-diz-que-se-deu-muito-bem-com-petro-e-que-conversaram-sobre-sancoes#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes