Tropas da Guarda Nacional permanecerão em Washington até final de 2026
- 17/01/2026
O memorando, a que agência de notícias Associated Press teve acesso e assinado pelo Secretário do Exército, Dan Driscoll, datado de quarta-feira, diz que "as condições da missão" justificam uma extensão para além do final do próximo mês, para continuar a apoiar os "esforços em curso para restaurar a lei e a ordem" do presidente Donald Trump naquela cidade.
Entretanto, Trump pelo menos temporariamente desistiu da sua tentativa de enviar tropas da Guarda Nacional para Chicago, Los Angeles e Portland, Oregon, o que tinha provocado desafios legais. O Presidente dos Estados Unidos da América também recuou um pouco hoje na ameaça, feita um dia antes, de invocar a Lei da Insurreição para enviar tropas para reprimir os protestos no Minnesota.
Como Washington é um distrito federal estabelecido pelo Congresso, como presidente, Trump tem muito mais controlo sobre a polícia e a Guarda Nacional de D.C., e pode exercê-lo diretamente. Isso permitiu ao chefe de Estado contornar os desafios legais que enfrentou em alguns estados.
Donald Trump ativou 800 membros da Guarda Nacional de D.C. em agosto sob uma ordem de emergência. Esse número foi rapidamente reforçado com tropas de estados governados por governadores republicanos.
Atualmente, há cerca de 2.600 tropas da Guarda Nacional em Washington, com cerca de 700 de D.C. e os restantes de 11 estados, incluindo Indiana, Carolina do Sul, Flórida, Mississippi e Oklahoma.
A missão foi rapidamente ampliada do seu mandato inicial de combate ao crime para o embelezamento da cidade.
Numa das suas últimas atualizações, a força-tarefa que supervisiona a missão indicou que no início de outubro as tropas removeram 1.150 sacos de lixo, removeram 50 cargas de resíduos de plantas, limparam 7,9 milhas de estrada, pintaram 270 pés de cercas e podaram 400 árvores.
Dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que faziam parte da missão em Whashington, foram baleados na véspera do Dia de Ação de Graças.
A especialista Sarah Beckstrom, de 20 anos, morreu devido aos ferimentos.
Para além dos seus esforços para colocar tropas em Chicago e Portland, Trump enviou tropas da Guarda Nacional para entrarem em Los Angeles, em junho, quando os manifestantes saíram às ruas em resposta a uma onda de detenções relacionadas com a imigração.
Além disso, Trump mobilizou cerca de 4.000 tropas e 700 fuzileiros navais para proteger edifícios federais e, mais tarde, para proteger agentes federais enquanto efetuavam detenções ligadas à imigração.
A força diminuiu ao longo do tempo e acabou por ser retirada das ruas em dezembro, após um juiz ter ordenado que o controlo da Guarda Nacional da Califórnia fosse devolvido ao governador Gavin Newsom.
Um tribunal federal de recurso confirmou a decisão. A 31 de dezembro, Trump afirmou que, por agora, estava a abandonar a intenção de expandir o esforço para outras cidades.
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