Teerão reafirma diálogo mas avisa que responderá "como nunca" a um ataque

  • 28/01/2026

"O Irão está pronto para o diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos, mas, se encurralado, defender-se-á e responderá como nunca!", de acordo com uma mensagem da representação diplomática em Nova Iorque, difundida na rede social X.

 

Na mensagem, acrescentou que "da última vez que os Estados Unidos embarcaram de forma imprudente em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de sete biliões de dólares e perderam mais de sete mil vidas norte-americanas".

O Presidente norte-americano ameaçou que a frota naval enviada para o Médio Oriente está "pronta, disposta e apta a cumprir a sua missão rapidamente" e, "com violência, se necessário".

Na mesma mensagem, difundida na rede Truth Social, Donald Trump observou, no entanto, que espera ver "em breve" o Irão de volta às negociações e chegar a um acordo "justo e equitativo" para todas as partes, que não inclua armas nucleares.

"O tempo está a esgotar-se, é absolutamente essencial! Como disse uma vez ao Irão, façam um acordo [escrito em maiúsculas]! Não o fizeram, e a Operação Martelo da Meia-Noite aconteceu", salientou Trump, numa referência aos bombardeamentos dos Estados Unidos, em junho, contra instalações nucleares iranianas, no fim da guerra de 12 dias entre Israel e a República Islâmica.

A declaração de Trump surgiu após a chegada de uma frota da Marinha norte-americana ao Médio Oriente, no seguimento dos protestos que abalaram o Irão no último mês.

Na semana passada, as autoridades iranianas anunciaram que pelo menos 3.117 pessoas morreram nos protestos, números contestados por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, que alegaram estar em posse de dados que confirmam uma dimensão muito superior.

O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, e entretanto perdeu intensidade, mas as detenções prosseguem.

Antes da mensagem da representação na ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, reafirmou disponibilidade para negociações, desde que os Estados Unidos parem as ameaças. 

"Se querem que as negociações se concretizem, terão de parar com as ameaças e as exigências excessivas", disse Araqchi, na televisão estatal iraniana, dirigindo-se à administração norte-americana.

Numa conversa telefónica na terça-feira com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de exercerem pressão económica sobre o Irão e de apoio aos protestos antigovernamentais.

"Pensavam que podiam transformar o Irão numa Síria ou numa Líbia", disse o chefe de Estado, criticando uma compreensão insuficiente da "verdade, da natureza e da grandeza da nação iraniana".

Em simultâneo, o líder iraniano acrescentou que a República Islâmica "sempre esteve e continua pronta a acolher, dentro da estrutura do direito internacional e com plena preservação e respeito pelos direitos da nação e do país, qualquer processo que conduza à paz, à tranquilidade e à eliminação de conflitos e guerras".

No mesmo dia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou responder com "uma força sem precedentes" a um eventual ataque do Irão.

"É verdade que o Irão está a tentar recuperar, mas não permitiremos que isso aconteça. Se o Irão cometer o grave erro de atacar Israel, responderemos com uma força sem precedentes", disse Netanyahu, em conferência de imprensa em Jerusalém.

Leia Também: Dias do regime iraniano estão "contados" após repressão sangrenta

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2927926/teerao-reafirma-dialogo-mas-avisa-que-respondera-como-nunca-a-um-ataque#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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