Starmer pede libertação de Jimmy Lai durante visita à China
- 02/02/2026
No parlamento, Keir Starmer disse aos deputados que falou diretamente com o Presidente chinês, Xi Jinping, do caso do fundador do antigo jornal pró-democracia Apple Daily. Lai foi considerado culpado de sedição em dezembro.
Durante a visita, teve "longas discussões ao longo de muitas horas com o Presidente Xi, o primeiro-ministro, Li [Qiang], e outros dirigentes. As discussões foram positivas e construtivas", garantiu.
"Levantei uma série de questões de divergência que são muito importantes para este país. Levantei o caso de Jimmy Lai e pedi a sua libertação, deixando clara a convicção desta Câmara [dos Comuns]", vincou, acrescentando que "as discussões vão continuar".
Starmer disse também ter manifestado "preocupação com os direitos humanos" em Xinjiang e no Tibete, a situação em Taiwan e a estabilidade regional na região do sudoeste asiático, bem como no Irão e no Médio Oriente.
"Apelei à China para pôr fim ao apoio económico aos esforços de guerra da Rússia, incluindo às empresas que fornecem tecnologias", indicou ainda, tendo pedido ao chefe de Estado chinês para "usar a sua influência sobre [o Presidente russo, Vladimir] Putin para pressionar no sentido de um cessar-fogo tão necessário na Ucrânia".
Starmer manifestou-se satisfeito por obter o levantamento das sanções chinesas sobre seis parlamentares britânicos, reivindicando os resultados da visita a Pequim, a primeira de um primeiro-ministro britânico desde 2018, apesar das críticas da oposição.
"Ignorar a China durante oito anos não levou a nada. Este passo é uma indicação inicial do tipo de progresso que este tipo de envolvimento pode alcançar - através de negociações entre líderes sobre questões delicadas, para defender os interesses britânicos", sublinhou.
O chefe do Governo referiu ainda outros resultados, como acordos comerciais, incluindo a redução de tarifas sobre whisky escocês de 10% para 5%.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, desvalorizou o balanço.
"É claro que devemos interagir com outros países, mesmo aqueles que nos são hostis. Mas precisamos de fazê-lo com os olhos abertos e a partir de uma posição de força", argumentou.
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