Solidária com Irão, Venezuela critica "narrativas de confronto" dos EUA

  • 03/01/2026

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irão garantindo que irá socorrer os cidadãos que atualmente protestam naquele país caso as autoridades de Teerão os ataquem.

 

Em comunicado, o Governo venezuelano pediu o fim das "posições intervencionistas que comprometem a estabilidade regional" e alertou que "o uso de retórica agressiva desvia-se dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas".

"Tais declarações representam um risco para a paz internacional e dificultam o desenvolvimento de soluções baseadas no respeito mútuo", destacou Caracas.

O Governo de Nicolás Maduro disse ainda observar "com preocupação as tentativas de desestabilizar o Irão através da utilização de plataformas digitais para fomentar conflitos internos", situação que, defendeu, é exacerbada pelo "impacto de medidas coercivas unilaterais destinadas ao estrangulamento económico".

Para o país latino-americano, "o único caminho para uma estabilidade duradoura é o diálogo soberano e a diplomacia, sem interferência estrangeira".

E, por isso, instou a comunidade internacional a "promover espaços de entendimento onde o direito inalienável do Irão de resolver os seus assuntos internos dentro da estrutura da sua própria legalidade e autonomia seja respeitado".

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, apontou hoje que Trump "deveria saber que a interferência dos EUA nesta questão interna significa desestabilizar toda a região e destruir os interesses" dos Estados Unidos.

Também ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, classificou hoje como "imprudente e perigosa" a ameaça feita pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo a ONG iraniana de oposição Hrana, sediada nos EUA, sete pessoas morreram, 33 ficaram feridas e mais de 100 foram detidas durante os primeiros cinco dias de protestos, que começaram no domingo.

Embora os protestos tenham sido desencadeados pela deterioração da situação económica, as manifestações assumiram um tom político, com slogans contra a República Islâmica.

Como pano de fundo desta crise, a moeda nacional, o rial, perdeu mais de um terço do seu valor face ao dólar no último ano, enquanto a hiperinflação de dois dígitos tem vindo a corroer o poder de compra dos iranianos há anos, num país sufocado pelas sanções internacionais relacionadas com o programa nuclear de Teerão.

A taxa de inflação em dezembro foi de 52% em comparação com o ano anterior, segundo o Centro Estatístico Iraniano, um organismo oficial.

Estes protestos, contudo, não são ainda comparáveis ao movimento que abalou o Irão no final de 2022, após a morte de Mahsa Amini, uma jovem iraniana presa por alegadamente usar um véu islâmico de forma incorreta.

Em junho do ano passado, os Estados Unidos juntaram-se a Israel nos bombardeamentos a instalações nucleares no Irão, sob o pretexto de interromper a produção de armamento atómico, que Teerão tem reiteradamente negado.

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O presidente americano, Donald Trump, avisou hoje que os Estados Unidos vão defender os "manifestantes pacíficos" caso o Irão dispare mortalmente sobre os cidadãos que protestam devido ao custo de vida no país.

Lusa | 09:48 - 02/01/2026

 

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2912907/solidaria-com-irao-venezuela-critica-narrativas-de-confronto-dos-eua#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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