Sociedade civil timorense pede anulação do recrutamento de novos polícias

  • 10/02/2026

"Pedimos ao Ministério do Interior e à PNTL [Polícia Nacional de Timor-Leste] que anulem imediatamente o concurso, devido ao favoritismo familiar existente neste recrutamento", afirmou a porta-voz da ONG de direitos humanos e justiça HAK, Marina Galucho, durante uma conferência de imprensa em Díli.

 

A comissão de recrutamento da PNTL anunciou a semana passada que 10.595 candidatos foram aprovados, mas apenas 400 candidatos foram autorizados a avançar para a fase de exames médicos no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV).

A PNTL não especificou como foram selecionados os 400 candidatos de entre os 10.595 aprovados.

A porta-voz da HAK sublinhou que o recrutamento da polícia timorense deve obedecer aos princípios da legalidade, transparência, mérito, imparcialidade e igualdade, conforme os direitos humanos e o enquadramento legal em vigor.

A HAK exigiu também à Comissão B do Parlamento Nacional, responsável pelos assuntos de Negócios Estrangeiros, Defesa e Segurança, para fiscalizar o processo de recrutamento, que alegadamente apresenta indícios de violação dos princípios da boa governação.

A polémica levou na segunda-feira dezenas de jovens que se candidataram aquele concurso a protestarem junto ao Palácio do Governo e a entregar uma carta ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, exigindo o cancelamento do processo.

"A nossa posição é clara: queremos o cancelamento ou a anulação deste recrutamento, porque já se provou que existe um sistema de favoritismo familiar", afirmou o porta-voz Angelino Pereira.

O primeiro-ministro, Xanana Gusmão, convocou o ministro do Interior, Francisco Guterres, para um encontro na sequência da entrega da carta, e este revelou que a questão será discutida na próxima reunião do Conselho de Ministros, na próxima quarta-feira.

O Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL) e a Hali ba Dame (HABADA) também pediram o cancelamento do recrutamento dos 400 novos cadetes da PNTL, alegando favoritismo familiar.

No Parlamento Nacional, tanto o partido do primeiro-ministro Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) como as bancadas da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN) e o Partido da Libertação Popular (PLP), manifestaram preocupação com o recrutamento e apelaram ao Governo para ter em consideração as preocupações dos jovens.

Os exames médicos dos 400 candidatos, que deviam ter começado a ser feitos hoje, foram entretanto adiados, devido à falta de reagentes no Laboratório Nacional, informou a comissão de recrutamento da PNTL.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2936433/sociedade-civil-timorense-pede-anulacao-do-recrutamento-de-novos-policias#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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