Sobe para 30 número de feridos na sequência de um ataque russo a Kharkiv
- 02/01/2026
"Até ao momento, foram confirmados 30 feridos", disse Terejov na sua conta no Telegram, momentos depois de o governador da região, Oleg Sinegubov, ter anunciado que pelo menos 16 dos feridos tiveram de ser hospitalizados.
Num balanço anterior, Sinegubov tinha avançado que tinham sido contabilizados pelo menos 19 feridos, entre eles uma criança de 06 meses.
Por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o ataque russo e salientou que pelo menos dois mísseis atingiram "uma zona residencial".
"Um dos edifícios sofreu graves danos. Está a ser realizada uma operação de resgate, com todos os serviços necessários no local", acrescentou.
"Infelizmente, é assim que a Rússia trata a vida e as pessoas: continuam a matar, apesar de todos os esforços dos países do mundo, e especialmente dos Estados Unidos, no processo diplomático. Só a Rússia não quer que esta guerra termine e, todos os dias, faz tudo o que está ao seu alcance para que ela continue", afirmou.
Na mesma linha, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, descreveu o ataque como "bárbaro" e alertou que "pode haver muitas vítimas civis".
"Ao contrário dos fictícios ataques contra as residências de [o Presidente russo, Vladimir] Putin, este ataque foi muito real e é um crime de guerra", salientou.
O chefe da diplomacia disse que Kiev espera "respostas internacionais contundentes, também por parte daqueles que reagiram recentemente às falsificações russas sobre os palácios de Putin", insistindo na rejeição às acusações de Moscovo sobre um suposto ataque contra uma residência do Presidente russo em Novgorod.
"Tem de haver força e unidade para reagir a este terrorismo contra o nosso povo", sublinhou Sybiga na sua conta no X.
"Não deve haver trégua na crescente pressão sobre Moscovo e no apoio à Ucrânia", acrescentou, sem que a Rússia se tenha pronunciado até ao momento sobre este último ataque contra Kharkiv.
O ataque surge um dia após Moscovo ter acusado Kiev de ter provocado a morte de 27 pessoas num ataque a Kherson.
As Forças Armadas ucranianas responderam hoje afirmando que atacam apenas alvos militares.
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