Situação de segurança na Colômbia "mais frágil" em ano eleitoral

  • 31/01/2026

Num relatório hoje divulgado, a FIP estima que os efetivos de grupos armados ilegais na Colômbia, incluindo homens armados e redes de apoio, aumentaram 23,5% no ano passado, para perto de 27 mil membros.

 

"A Colômbia inicia este ano eleitoral com uma situação de segurança mais frágil do que nos anos anteriores. Longe de estar contido, o conflito armado intensificou-se, os grupos ilegais cresceram em número e poder, e o Estado continua a lutar para retomar o controlo em grandes áreas", refere o estudo.  

Segundo a FIP, "um dos sinais mais preocupantes da deterioração da segurança é o contínuo fortalecimento dos grupos armados".

O estudo acrescenta que o Clã do Golfo é o maior grupo e a principal organização criminosa do país, com 9.840 membros, mais 30% do que em 2024, seguido pelo grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), com 6.810 membros, representando um aumento de 9% relativamente ao ano anterior.

O Estado-Maior Central (EMC), o principal grupo dissidente das antigas guerrilhas das FARC - liderado por Néstor Gregorio Vera (também conhecido por Iván Mordisco e o homem mais procurado da Colômbia) - conta com 4.019 membros (+23%), enquanto o seu rival, o Estado-Maior de Blocos e Frentes (EMBF), tem 2.958 membros (+22%).

O Comité Nacional de Coordenação do Exército Bolivariano (CNEB), que se separou da Segunda Marquetalia, outro grupo dissidente das FARC, conta agora com 2.089 membros (+25%), ultrapassando esta última.

Segundo a FIP, a expansão dos grupos armados ilegais tem três razões principais: "campanhas de expansão territorial e de reforço da sua governação local, pressões decorrentes de novas disputas - resultantes de fraturas internas e de uma maior ofensiva das forças de segurança - e, por fim, a adoção de novos métodos de recrutamento, como a oferta de salários e outros incentivos, incluindo bónus e férias".

"Nem as ações militares, nem as negociações, nem a oferta de rendição individual conseguiram reduzir a capacidade de recrutamento e reorganização de todos os grupos", acrescenta o estudo.

A FIP acrescenta que "em 2025, as disputas entre grupos armados atingiram o nível mais elevado dos últimos 10 anos", com um aumento de 34% nos confrontos em comparação com 2024, passando de 86 para 115.

"Este aumento está relacionado com a quebra de acordos que anteriormente permitiam a coexistência destes grupos", como na região de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, onde o ELN e a 33ª Frente lutam há um ano pelo controlo territorial e das rotas do tráfico de droga. 

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2929900/situacao-de-seguranca-na-colombia-mais-fragil-em-ano-eleitoral#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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