Sistema de Saúde do Egito em alerta para receber palestinianos

  • 02/02/2026

Segundo o ministro da Saúde do Egito, Jaled Abdelghafar, houve uma reunião com outros responsáveis do setor e foi coordenada a resposta às previsíveis necessidades daí decorrentes.

 

"Isto [disponibilidades médicas] coincide com a abertura da fronteira de Rafah, do lado (palestiniano), para a transferência de doentes e feridos e do regresso dos que já recuperaram (após tratamento no Egito), para garantir a preparação para qualquer emergência sanitária ou humanitária", lê-se em comunicado.

Abdelghafar esclareceu que o referido plano especial é "baseado numa operação especial global, incluindo cerca de 150 hospitais ou centros de saúde em todo o País, podendo aumentar o número de unidades envolvidas, dadas as circunstâncias, para prestar diversos serviços médicos, terapêuticos e cirúrgicos consoante os casos, além de entre 250 e 300 ambulâncias totalmente equipadas".

"O plano também inclui o destacamento de pessoal especializado, composto por aproximadamente 12 mil médicos, em diversas especialidades, e mais de 18 mil enfermeiros, bem como 30 equipas de resposta rápida da Administração Central de Emergência e Cuidados Intensivos, que podem ser mobilizadas em horas", escreveu.

De acordo com o texto, também foi estabelecida uma sala de controlo central que "opera 24 horas por dia e está em contacto constante com 27 salas de emergência e mais de 90 postos médicos e hospitais".

Fontes oficiais egípcias indicaram que a maioria dessas instalações de saúde está localizada no norte do Sinai, perto da passagem de Rafah, especificamente os hospitais de Al Arish, Beer al Abd, Sheikh Zuaid e Al Nakhl.

Segundo a Comunicação Social egípcia, um primeiro grupo de cerca de cinquenta palestinianos passou chegou de Gaza segunda-feira pela passagem terrestre de Rafah, após a reabertura parcial da fronteira, fechada pelas forças de Israel desde maio de 2024.

A permissão de movimentos transfronteiriços consta do plano de Paz para a região patrocinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que entrou em vigor em outubro para acabar com a guerra que devastou Gaza por mais de dois anos e matou cerca de 70 mil palestinianos palestinos e feriu mais de 170 mil, após o atentado terrorista do movimento radical Hamas.

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, estima-se que 20 mil utentes com doenças complicadas no enclave palestiniano aguardem autorização para tratamento médico no Egito.

A reabertura da fronteira deverá permitir também a entrada em Gaza dos 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, encarregados de gerir o território durante um período de transição sob a supervisão do 'Conselho de Paz' presidido por Trump.

Leia Também: Irão avisa EUA que as Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2930853/sistema-de-saude-do-egito-em-alerta-para-receber-palestinianos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes