Saúde. Trump promete plano que "põe mais dinheiro no bolso" das famílias
- 16/01/2026
Enquanto no Congresso democratas e republicanos divergem sobre o futuro do Obamacare, seguro de saúde público aprovado no mandato do ex-presidente Barack Obama, Trump publicou um vídeo no X com poucos detalhes de soluções, mas com várias promessas.
"O nosso plano coloca-o em primeiro lugar e põe mais dinheiro no seu bolso", prometeu o republicano de 79 anos.
O aumento dos custos de saúde, que afeta sobretudo famílias de baixos rendimentos beneficiadas pelo Obamacare, será uma questão crucial na campanha para as eleições intercalares de novembro.
Desde que estes subsídios expiraram, a 31 de dezembro, milhões de norte-americanos viram os seus custos com seguros de saúde dispararem.
Segundo dados federais, quase 1,5 milhões de norte-americanos decidiram não renovar a sua cobertura do Obamacare para 2026, ficando muitos sem qualquer tipo de seguro.
No vídeo hoje publicado, Trump prometeu que o seu plano irá reduzir os preços dos medicamentos, particularmente elevados nos Estados Unidos em comparação com outros países desenvolvidos.
Hostil, como muitos republicanos, à ideia de um sistema de saúde público, Trump quer também redirecionar os fundos que atualmente subsidiam as seguradoras privadas e pagá-los diretamente às famílias, alegando que este sistema será, em última análise, mais vantajoso.
No entanto, qualquer plano necessitará da aprovação do Congresso, onde os republicanos detêm uma curta maioria e onde a oposição democrata defende o Obamacare.
Nas eleições intercalares irão a votos um terço dos lugares do Senado e todos os lugares da Câmara dos Representantes, numa altura em que os republicanos detêm maiorias estreitas em ambas as câmaras.
As recentes eleições locais, com resultados dececionantes para os republicanos, mostraram também que o custo de vida em geral, e os custos com os cuidados de saúde em particular, são questões-chave para os candidatos democratas.
De acordo com uma sondagem da AP/Norc, 52% dos norte-americanos acreditam que as políticas de Trump tiveram um impacto negativo nos seus gastos com a saúde até à data.
Os Estados Unidos, que não possuem um sistema público de saúde universal comparável aos europeus, gastam mais com cuidados médicos do que outros países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
De acordo com os dados mais recentes da OCDE, a maior potência mundial gasta mais de 17% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, em comparação com uma média de cerca de 9% noutros países desenvolvidos.
Apesar dos custos mais elevados, a esperança de vida nos EUA é de 78,4 anos, menos 2,7 anos do que a média da OCDE.
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