São Tomé com novos geradores para acabar com meses de crise energética
- 15/01/2026
"Temos a expectativa que, antes do final do mês, a gente consiga ter os geradores aqui", disse Américo Ramos, defendendo que além dos novos geradores é preciso que os técnico e a Empresa de Água e Eletricidade (Emae) "se disponibilizem para continuar a fazer a manutenção devida e trazer peças suficientes" para a manutenção dos geradores já existentes.
Segundo Américo Ramos, o atraso na resolução do problema energético deve-se a questões logísticas relacionadas com o fornecedor e os meios de transporte.
"O Governo autorizou a empresa a fazer a aquisição de novos grupos de geradores até que nós façamos a transição energética. A empresa fez a opção de trazer esses geradores o mais breve possível, mas, infelizmente, isso não foi possível", disse Américo Ramos.
Segundo o primeiro-ministro os geradores provenientes da África do Sul, estão no Porto do Lobito, em Angola e deverá chegar a São Tomé por via marítima nas próximas semanas.
Esta opção do Governo é anunciada após uma tentativa falhada de se instalar alguns geradores antigos provenientes da Nigéria, que o executivo disse ter recebido como doação.
Na terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da EMAE (SEMAE) deu um ultimato de duas semanas ao Governo são-tomense para resolver a crise energética, sob pena de avançar com uma greve tendo em conta que as promessas de solução não cumpridas e as ameaças que os trabalhadores afirmam estar a sofrer no terreno.
O primeiro-ministro, Américo Ramos, disse hoje que "não é compreensível" a ameaça do SEMAE e desafiou a organização a colaborar com o executivo para solucionar outros problemas instalados na empresa, nomeadamente o excesso de funcionários, o desvio de combustíveis e a manutenção de equipamentos.
"Eu fico estupefacto quando eu vejo esse tipo de atitude [...] eu acho que o presidente do sindicato da EMAE devia colaborar, sim, com a empresa e com o governo, no sentido de atacar aqueles problemas reais da EMAE", disse Américo Ramos.
Américo Ramos sublinhou que a Emae é empresa pública "que tem a competência de resolver o problema de energia e água em São Tomé e Príncipe" e "o governo só está a tentar facilitar" o processo para "ajudar" a encontrar uma solução.
Devido à crise energética o Conselho de Ministros deliberou na semana passada pela redução de 30% nas faturas de eletricidade nos meses de dezembro e janeiro.
São Tomé e Príncipe vive uma crise energética desde a saída da empresa de investidores turcos, Tesla STP, após o atual Governo considerar que o contrato assinado pelo executivo anterior continha "cláusulas lesivas" e exigir a sua revisão.
"O esforço do Governo é lutar para garantir a energia a população, mas arranjar uma solução sustentável", declarou Américo Ramos.
O primeiro-ministro defendeu ainda a necessidade de "reforma estrutural" na Emae para acabar com o roubo de combustíveis, mas depende dos parceiros que condicionam com exigindo a redução de custos e privatização da produção de energia e da gestão da Emae.
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