Sánchez falou com Delcy Rodríguez e oposição e quer "aproximar posições"
- 09/01/2026
"Espanha apoia uma transição pacífica, dialogada e democrática na Venezuela, liderada pelos próprios venezuelanos. Queremos acompanhar o país nesta nova etapa e contribuir para aproximar posições", escreveu Sánchez na rede social X.
O líder do Governo de Espanha acrescentou que foi isto que transmitiu hoje a Delcy Rodríguez e a Edmundo González, nas conversas por telefone que teve com os dois.
"A América Latina sabe que conta com o apoio de Espanha, como reiterei esta semana aos Presidentes do Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México e Uruguai", escreveu Pedro Sánchez, na mesma publicação.
Este foi o primeiro contacto conhecido de Sánchez com Delcy Rodríguez e com Edmundo González desde a captura, pelos EUA, do anterior Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da mulher, Cília Flores, no sábado passado.
Na sequência da operação militar norte-americana em território venezuelano, Delcy Rodríguez, 'número dois' de Maduro, foi investida presidente interina do país.
Edmundo González Urrutia, que vive exilado em Espanha, foi o candidato da oposição nas eleições venezuelanas de julho de 2024, de que se diz vencedor, considerando-se por isso o presidente legítimo da Venezuela.
O Governo espanhol ofereceu-se logo no dia da captura de Maduro para ser mediador com vista "a uma solução pacífica e negociada para a crise atual" na Venezuela.
"Espanha apela à desescalada e à moderação e a agir sempre no respeito pelo Direito Internacional", declarou ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado divulgado no sábado.
Nos últimos dias, Sánchez tem reiterado o apelo ao respeito pelo Direito Internacional a propósito da operação dos EUA na Venezuela.
Referindo-se à reação da União Europeia em relação a este caso e a ameaças norte-americanas relacionadas com a Groenlândia, defendeu que "atlantismo não é vassalagem".
Pedro Sánchez tem dito que é possível não apoiar e não reconhecer a legitimidade do regime de Maduro e, em simultâneo, não reconhecer e não apoiar a operação militar dos EUA na Venezuela.
No domingo, o Governo de Espanha somou-se a cinco executivos da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai) para rejeitar, num comunicado conjunto, "qualquer tentativa de controlo" sobre a Venezuela.
Leia Também: Venezuela anuncia "conversações exploratórias" com Estados Unidos














