Rússia envia para tribunal caso contra antiga primeira-ministra ucraniana
- 27/01/2026
A Procuradoria-Geral disse que Timoshenko terá preparado e divulgado nas redes sociais, enquanto se encontrava fora da Rússia, conteúdos com "informações deliberadamente falsas" sobre a alegada participação das forças russas no homicídio de civis nas cidades ucranianas de Bucha e Irpin.
As acusações preveem a aplicação de uma multa elevada ou uma pena de prisão até 10 anos, consoante a decisão do tribunal.
Entretanto, o Gabinete Nacional Anticorrupção e a Procuradoria Especial Anticorrupção da Ucrânia realizaram buscas nos escritórios do partido da oposição liderado por Tymoshenko, no âmbito de uma investigação por alegada tentativa de compra de votos de deputados de outros grupos parlamentares.
Numa mensagem divulgada na rede social Facebook, Timoshenko confirmou as buscas e rejeitou categoricamente as acusações, classificando-as como ilegais.
A antiga chefe do Governo ucraniano, que exerceu funções em 2005 e novamente entre dezembro de 2007 e março de 2010, lidera o partido Batkivshchyna (Pátria), terceira maior força parlamentar, com 25 deputados, atrás do partido Servo do Povo, do Presidente, Volodymyr Zelensky.
Em 2011, Timoshenko foi condenada na Ucrânia a sete anos de prisão por irregularidades na assinatura de contratos de gás com a Rússia, tendo cumprido cerca de dois anos e meio antes de ser libertada e regressar à vida política.
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