Revelados (novos) detalhes sobre assassinato de estudantes em Idaho
- 27/01/2026
Foram divulgados novos detalhes sobre o assassinato dos quatro estudantes na Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, em novembro de 2022. Bryan Kohberger, recorde-se, declarou-se culpado pelo homicídio dos jovens, tendo sido condenado a quatro penas de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
Documentos judiciais, citados pela revista People, detalham como é que Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle e Ethan Chapin morreram, assim como é que foram os últimos momentos de vida dos quatro amigos.
Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle e Ethan Chapin foram esfaqueados num total de 150 vezes, de acordo com os resultados das autópsias.
Bryan Kohberger esfaqueou 38 vezes Kaylee Gonçalves. Morgan levou 28 facadas, Chapin 17 e Kernodle foi esfaqueado 67 vezes.
De acordo com os documentos, sabe-se também que Xana Kernodle tentou resistir quando Kohberger entrou no seu quarto. Já Goncalves e Mogen foram encontrados juntos, tendo morrido devido aos múltiplos ferimentos.
A autópsia de Kaylee Goncalves revelou que a jovem tinha 24 ferimentos na zona do couro cabeludo, rosto e pescoço. Tinha ainda 11 cortes no peito e três outros nos membros superiores. Um traumatismo craniano e asfixia contribuíram para a sua morte.
Já Madison Mogen foi esfaqueada 13 vezes no couro cabeludo, rosto e pescoço, cinco vezes no peito, tendo ainda apresentando 10 ferimentos nos membros superiores. A autópsia deu conta de que a jovem sofreu ferimentos nos pulmões, fígado, entre outros.
Recorde o caso
Kaylee Gonçalves e Madison Mogen, de 21 anos, e Xana Kernodle e Ethan Chapin, de 20 anos, foram assassinados a 13 de novembro de 2022, numa propriedade fora do campus da Universidade do Idaho, na cidade de Moscow, onde estudavam. Na casa estava ainda outras duas pessoas que não morreram.
O suspeito foi detido após sete semanas de investigação, marcadas pela ansiedade e luto daquela vila universitária. O suspeito vivia no campus da sua universidade, a apenas 15 minutos da casa onde os quatro jovens foram encontrados sem vida.
Bryan Kohberger acusado do crime
Bryan Kohberger, que era aluno de Doutoramento na Universidade Estadual de Washington, foi condenado, em julho de 2024, a quatro penas de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, depois de se ter declarado culpado dos homicídios dos quatro estudantes.
De acordo com a BBC, Kohberger, de 30 anos, foi também condenado a 10 anos de roubo e terá de pagar uma multa de 50.000 dólares (cerca de 42 mil euros) e ainda uma multa - que terá de pagar às famílias - de 5.000 dólares (aproximadamente quatro mil euros) por cada uma das quatro vítimas.
Na audiência - que durou três horas -, o juiz Steven Hippler afirmou que Bryan Kohberger ficará "na prisão até morrer" e agradeceu às famílias das vítimas pelas suas declarações histórias, notando que o fortaleceram e encorajaram.
Note-se ainda que, antes da leitura da sentença, o juiz abordou o facto de os homicídios permanecerem envoltos em mistério, assim como o motivo, tendo referindo que se sabe quem cometeu "estes atos de maldade". No entanto, afirmou que "não se sabe" o que motivou e "nunca se saberá porquê".
Imagens de 'bodycam' mostram chegada da polícia
As autoridades divulgaram filmagens de uma 'bodycam' de quando entraram na casa dos quatro estudantes assassinados em Idaho.
Os agentes da polícia de Moscow chegaram ao local do crime por voltas do meio-dia. Entraram na habitação e, no segundo andar, depararam-se com um cenário de terror. "Devagar, vem aqui. Há dois. Parece que houve mortes", disse um dos agentes.
Durante vários minutos, as autoridades realizaram buscas à casa, tendo descoberto os corpos de Kaylee Goncalves, Maddie Mogen, Xana Kernoodle e Ethan Chapin. Os quatros brutalmente esfaqueados até à morte.
















