Republicanos dos EUA alarmados com sucessão de derrotas em ano eleitoral
- 05/02/2026
Entre as eleições presidenciais de novembro de 2024 e a votação de sábado para um cargo no Senado do Texas, o distrito que abrange alguns subúrbios da área metropolitana de Fort Worth oscilou mais de 30 pontos percentuais da direita para a esquerda.
Isto apesar de Trump ter declarado, antes da votação, "total e irrestrito apoio" à candidata republicana Leigh Wambsganss, que viria a perder para o democrata Taylor Rehmet.
Depois do anúncio dos resultados, Trump tentou distanciar-se: "Não estou envolvido nisto. É uma eleição local no Texas", declarou.
Já Ron DeSantis, governador da Florida e antigo rival de Donald Trump na corrida à nomeação republicana para a presidência em 2024, fez soar o alerta.
"Uma mudança desta magnitude não pode ser ignorada", declarou o político conservador no X, instando os republicanos a terem "uma visão realista do cenário político" à medida que se aproximam as eleições intercalares.
No Minnesota, já tendencialmente democrata, dois candidatos democratas à assembleia estadual conquistaram mais de 95% dos votos no final de janeiro.
No Tennessee, numa eleição em dezembro para um lugar no Congresso a margem de vitória do candidato republicano diminuiu em mais de 12 pontos percentuais em comparação com 2024.
Antes, na Virgínia, os democratas tinham recuperado facilmente o governo estadual.
À direita, as críticas ainda são geralmente veladas, mas alguns fazem oposição aberta ao movimento "MAGA", com destaque para Marjorie Taylor Greene, uma das primeiras apoiantes de Donald Trump.
"Aqueles que o movimento MAGA realmente serve nesta administração são os seus principais doadores", declarou a agora ex-congressista republicana no final de janeiro.
Os norte-americanos vão votar a 03 de novembro a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, além de elegerem 36 governadores e outras autoridades locais.
Para Trump, estas serão eleições cruciais para a segunda metade do seu segundo e último mandato, pondo em jogo a estreita maioria republicana no Congresso.
O Presidente, que já alertou para a possibilidade de ser destituído e caso de maioria democrata no Congresso, iniciou este mês ações de campanha semanais e planeia realizar uma Convenção Nacional Republicana antes das eleições intercalares, semelhante à organizada para a nomeação presidencial.
Os democratas intensificaram as críticas à administração Trump devido ao elevado custo de vida, incluindo habitação e cuidados de saúde, uma questão que gerou desconforto até entre setores da própria base eleitoral do Presidente.
A taxa de Trump desceu para um mínimo de 37% na sondagem do Pew Research Center, que atribui a queda do apoio "exclusivamente aos republicanos".
A popularidade de Trump em janeiro ficou abaixo dos 40% registados na última medição do Pew, em setembro, e do anterior mínimo (38%, em agosto) desde início do seu segundo mandato, há um ano, detalhou o centro de pesquisas.
A desaprovação do seu desempenho subiu para 61%, enquanto 50% consideraram as suas ações "piores do que o esperado" e 52% manifestaram apoio a "poucas ou nenhumas" das suas políticas.
Na segunda-feira, Trump instou o governo federal a assumir o controlo do processo eleitoral em cerca de quinze estados, uma medida contrária à Constituição e que preocupa os grupos de defesa dos direitos civis.
Num desenvolvimento positivo para a direita, o Partido Republicano tem mais de 95 milhões de dólares em caixa antes das eleições intercalares, em comparação com apenas 14 milhões de dólares do Partido Democrata.
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