Quatro países europeus apoiam vítimas das cheias em Moçambique
- 07/02/2026
Em comunicado conjunto, os quatro países da União Europeia referem que o apoio de 93 toneladas que inclui material médico, bens alimentares, abrigos e equipamentos de água, saneamento e higiene, chegou hoje a Moçambique e foi materializado ao abrigo do mecanismo Relief EU Humanitarian Air Bridge (HAB), para responder às necessidades das populações afetadas pelas inundações.
"Esta mobilização vem complementar os esforços bilaterais, bem como outras iniciativas europeias de assistência já em curso, procurando mitigar o impacto humanitário das inundações", lê-se no comunicado conjunto, acrescentando que estes produtos serão oficialmente entregues na segunda-feira às autoridades do país.
Em concreto, Portugal enviou 21 toneladas de bens humanitários recolhidos pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) e pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), compostos maioritariamente por bens alimentares e materiais de abrigo, que serão canalizados através da Aga Khan Moçambique e da Cruz Vermelha Moçambicana.
Já França disponibilizou 10 toneladas de material de emergência, incluindo tendas e equipamento individual para armazenamento de água, produtos provenientes do Centro de Crise e Apoio (CDCS) do Ministério para a Europa e os Negócios Estrangeiros, e que vão ser distribuídos no terreno pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O comunicado especifica ainda que a Agência Sueca de Defesa Civil e Resiliência enviou tendas e mantas que deverão beneficiar aproximadamente 1.400 pessoas e a Bélgica 10 toneladas de material humanitário.
O número de mortos desde o princípio do ano subiu quinta-feira para 25, com 724.385 afetados, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Segundo informação da base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com dados até às 14:30 (12:30 de Lisboa), as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.392 famílias.
Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 147 feridos e nove desaparecidos, além de 3.587 casas parcialmente destruídas, 885 totalmente destruídas e 166.081 inundadas, agravando os números anteriores.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 191 mortos, além de 291 feridos e de 845.144 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.
Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.
De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 77 centros de acomodação, com 78.407 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 323 escolas, 14 pontes e 3.783 quilómetros de estrada.
No registo do INGD aponta-se também para 440.906 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.783 agricultores, além da morte de 412.446 cabeças de gado.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão, China, França e Alemanha, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.
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