Quase 50 mortos no Paquistão após ataques separatistas no Baluchistão
- 31/01/2026
Segundo o funcionário, os rebeldes lançaram ataques coordenados hoje de manhã em mais de 12 locais e acrescentou que 37 rebeldes "foram eliminados".
Morreram ainda 10 membros das forças de segurança "enquanto outros ficaram feridos", acrescentou o responsável, que pediu anonimato por não estar oficialmente autorizado a falar à imprensa.
O Exército de Libertação do Baluchistão, o principal movimento separatista da província, reivindicou a autoria dos ataques em comunicado.
Segundo o grupo armado, a operação abrange a capital da província, Quetta, bem como outros distritos, onde afirma ter atacado infraestruturas militares e administrativas, infligindo "pesadas perdas".
Muhammed Ramzan, um oficial da polícia de Quetta, explicou à agência EFE que os ataques na cidade começaram por volta das 06:00 (hora local) com uma forte explosão, seguida de intenso tiroteio.
Em Quetta, o jornalista da France Presse ouviu várias explosões. Um grande contingente policial foi mobilizado na cidade, tendo ficado as ruas desertas e as lojas fechadas.
As autoridades ferroviárias suspenderam o serviço de comboios do Baluchistão para o resto do país durante pelo menos um dia.
Numa mensagem publicada na rede social X, o porta-voz do Governo do Baluchistão, Shahid Rind, afirmou que os ataques de hoje foram frustrados pelas polícias.
Os ataques de hoje ocorreram um dia depois de o exército paquistanês ter afirmado que matou 41 rebeldes separatistas no Baluchistão.
Os separatistas atacam regularmente funcionários do Governo e paquistaneses de outras províncias. Em março de 2025, o Baluchistão foi palco de uma dramática tomada de reféns num comboio que terminou com dezenas de mortos.
Situado no sudoeste do país, o Baluchistão é a maior província do Paquistão, embora a menos povoada, e tem fronteiras internacionais com o Afeganistão, a norte, e o Irão, a oeste, bem como com o mar Arábico, a sul. A província foi anexada pelo Paquistão em 1948.
Os baluchis sentem-se injustiçados na sua província, onde 70% dos habitantes são pobres enquanto o subsolo é rico em minerais e hidrocarbonetos, explorados sobretudo por empresas chinesas.
Ao contrário de grupos nacionalistas moderados, que defendem a autonomia da província, o Exército de Libertação do Paquistão luta pela independência da região, onde vivem mais de 12 milhões dos cerca de 250 milhões de habitantes do Paquistão.
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