Presidente iraniano pede às forças de segurança para evitarem confrontos
- 07/01/2026
"Hoje, o sr. Pezeshkian ordenou que nenhuma medida de segurança seja tomada contra os manifestantes e aqueles que participam nos protestos", disse o vice-presidente executivo do Irão, Mohammad Jafar Ghaempanah, num vídeo, após a reunião do Conselho de Ministros da república islâmica.
Ghaempanah acrescentou que "aqueles que têm armas de fogo, facas e machetes, e que atacam esquadras de polícia e instalações militares, são vândalos, e é preciso fazer uma distinção entre manifestantes e vândalos".
O Irão considerou hoje uma ameaça as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre os protestos em curso, frisando que haverá resposta, segundo o chefe do exército iraniano.
"O Irão islâmico considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana como uma ameaça e não tolerará que isso continue sem resposta", afirmou o general Amir Hatami, citado pela agência Fars.
Trump ameaçou intervir militarmente no Irão se houvesse manifestantes mortos e Netanyahu apoiou a posição do líder norte-americano.
Desde os últimos dias de dezembro ocorreram diversas manifestações, inicialmente contra o alto custo de vida e que passaram a incluir reivindicações políticas.
No oeste do Irão, a várias centenas de quilómetros de Teerão, foram relatados confrontos mortais nos últimos dias. É o caso de Malekshahi, um condado com cerca de 20 mil habitantes, onde vive uma importante população curda.
Na segunda-feira, Pezeshkian solicitou a abertura de uma investigação após um primeiro incidente num hospital onde manifestantes e forças da ordem se enfrentaram, segundo organizações não-governamentais.
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