Presidente da Venezuela recebe enviado do Presidente chinês

  • 03/01/2026

Maduro recebeu o enviado chinês no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, juntamente com a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, segundo a emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV). 

 

A delegação chinesa incluía ainda o embaixador da China na Venezuela, Lan Hu. 

Segundo a VTV, o encontro teve como objetivo rever a cooperação entre os dois países, que abrange "mais de 600 acordos". 

Os Estados Unidos mantêm um destacamento militar no Mar das Caraíbas, junto às águas venezuelanas, desde agosto passado, presumivelmente para combater o narcotráfico, mas o Governo venezuelano considera que se trata de um pretexto para procurar uma mudança de regime. 

A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois de Trump ter anunciado a proibição da entrada e saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano nas últimas semanas. 

O governo chinês tem manifestado repetidamente a sua rejeição do destacamento aéreo e naval norte-americano nas Caraíbas, e acusou o governo de Donald Trump de "violar o direito internacional" ao apreender os dois petroleiros. 

A 22 de dezembro, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China declarou que o seu país "se opõe sistematicamente às sanções unilaterais ilegais, que, afirmou, "carecem de qualquer fundamento no direito internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".  

Em entrevista emitida na estação televisiva pública VTV na quinta-feira à noite, Nicolás Maduro declarou que está pronto para discutir assuntos relacionados com tráfico de droga, petróleo e acordos económicos com os Estados Unidos, evitando confirmar a realização de um alegado ataque norte-americano em solo venezuelano.  

O líder venezuelano disse também que manteve "apenas uma conversa" com o homólogo norte-americano, Donald Trump, numa tentativa de esclarecer "especulações", após um suposto novo telefonema "muito recentemente" referido pelo líder norte-americano.  

O Presidente venezuelano, que condena reiteradamente ameaças dos Estados Unidos no contexto do destacamento militar de Washington nas Caraíbas para alegadamente combater o tráfico de droga, voltou a considerar que a conversa foi "muito respeitosa" e durou dez minutos.  

Na passada segunda-feira, Trump afirmou ter falado "muito recentemente" com Maduro, mas que a conversa não foi produtiva para aliviar a pressão das autoridades de Washington sobre a Venezuela, no âmbito de uma campanha de combate ao narcotráfico, ao qual atribuem ligações do regime de Caracas. 

Donald Trump também afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela. 

Segundo noticiou o jornal The New York Times, os serviços de informação CIA realizaram um ataque com drones na semana passada contra uma instalação portuária na Venezuela, embora o Governo de Caracas ainda não se tenha pronunciado. 

Na entrevista divulgada na quinta-feira, a VTV questionou Maduro se confirmava este ataque, mas o Presidente venezuelano foi evasivo. 

"Este pode ser um assunto que discutiremos dentro de alguns dias. Certamente poderemos discuti-lo dentro de alguns dias", comentou apenas. 

Leia Também: Maduro garante "integridade territorial" após alegado ataque dos EUA

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2912850/presidente-da-venezuela-recebe-enviado-do-presidente-chines#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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