Presidente da Colômbia afirma ter escapado a tentativa de assassínio
- 11/02/2026
Numa reunião de gabinete transmitida em direto, Petro detalhou que o helicóptero que o transportava não conseguiu aterrar como planeado no departamento de Córdoba, na costa caribenha da Colômbia, porque a sua equipa de segurança "temia" que a aeronave fosse "alvejada".
"Estávamos no mar há quatro horas e cheguei onde não estava previsto, fugindo para evitar ser morto", explicou o primeiro Presidente de esquerda do país, no poder desde 2022.
Petro tem vindo a afirmar há meses que uma "nova junta de narcotraficantes" está a conspirar contra ele.
Esta alegada conspiração envolve narcotraficantes que vivem fora do país e guerrilheiros locais, como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, que lidera a principal fação dissidente das ex-FARC que não assinaram o acordo de paz de 2016.
Córdoba é a sede do Clã do Golfo, o maior cartel de droga do país, que anunciou na semana passada a sua decisão de suspender as conversações de paz com o Governo, em curso no Qatar desde setembro.
Petro e o homólogo norte-americano, Donald Trump, decidiram na semana passada em Washington, no seu primeiro encontro priorizar a ação militar contra três líderes de organizações criminosas envolvidas com o tráfico de droga, incluindo Chiquito Malo, chefe do Clã do Golfo.
O Presidente colombiano já tinha denunciado uma alegada tentativa de assassínio em 2024 e o novo anúncio surge no meio de uma onda de violência política três meses antes da próxima eleição presidencial colombiana.
A Constituição impede o presidente em exercício de se candidatar a um segundo mandato.
Também hoje foi raptada a senadora Aida Quilcué numa área controlada por guerrilheiros no sudoeste da Colômbia.
Numerosos líderes políticos e sociais de esquerda, incluindo candidatos à presidência, foram assassinados na Colômbia no passado, vítimas de narcotraficantes, grupos paramilitares ou militares.
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