"Perda de fluido" em perfuração petrolífera interrompe perfurações na Amazónia
- 07/01/2026
A Petrobras iniciou esta perfuração em outubro numa área submarina a cerca de 500 quilómetros da foz do Amazonas, após cinco anos para obter a licença ambiental.
Esta operação está localizada numa vasta região marítima chamada Margem Equatorial, onde a vizinha Guiana descobriu enormes reservas de petróleo.
A 04 de janeiro, "uma perda de fluido de perfuração foi identificada em duas linhas auxiliares", que ligam a plataforma de perfuração a um poço situado a cerca de 175 quilómetros da costa, precisou a empresa em comunicado.
O fluido de perfuração é um líquido especial utilizado para arrefecer e lubrificar os equipamentos durante a escavação.
As linhas auxiliares são condutas que transportam este líquido desde a plataforma na superfície até ao fundo do mar.
A fuga "foi imediatamente contida e isolada" e as linhas serão levantadas à superfície para inspeção e reparação."
Segundo a Petrobras, o incidente "não apresenta qualquer risco para a segurança da operação de perfuração".
A companhia petrolífera esclareceu que a quantidade de fluido perdida "cumpre os limites de toxicidade permitidos e é biodegradável", não constituindo, portanto, um perigo para o ambiente ou para as pessoas.
A concessão da licença em outubro tinha indignado as organizações de defesa do ambiente, que alertaram para um risco numa região rica em biodiversidade, ao largo da maior floresta tropical do mundo.
Segundo estas organizações, este projeto petrolífero é o símbolo das contradições de Lula, que quer ser ao mesmo tempo pioneiro na luta contra as alterações climáticas e na defesa da floresta amazónica.
O presidente de esquerda apoiou este mega projeto petrolífero, argumentando que a exploração de hidrocarbonetos é necessária para financiar a transição energética.
O Brasil é o oitavo maior produtor mundial de petróleo, com 3,4 milhões de barris por dia em 2024.
No entanto, metade da sua energia provém de fontes renováveis.
A aprovação da licença foi concedida após testes pré-operacionais realizados pela Petrobras em agosto para demonstrar a sua capacidade de reagir a um eventual derrame de óleo.
Leia Também: Comercializadoras de soja saem de acordo que combate desflorestação da Amazónia














