Pequim realiza patrulhas aéreas e navais no disputado mar do Sul da China
- 08/02/2026
O porta-voz do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular (PLA, na sigla em inglês) disse que as patrulhas decorreram entre 02 e 6 de fevereiro, sem fornecer mais detalhes sobre os meios aéreos e navais envolvidos.
"Numa tentativa de provocar instabilidade no mar do Sul da China, o lado filipino aliou-se a países de fora da região e realizou as chamadas 'patrulhas aéreas bilaterais', o que mina a paz e a estabilidade regional", lamentou Zhai Shichen.
Em comunicado, o porta-voz realçou que as forças chinesas "permanecerão em alerta máximo" e "defenderão firmemente a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos da China".
As manobras seguiram-se às realizadas por Pequim, nas mesmas águas, em 25 e 26 de janeiro, depois de as Filipinas e os Estados Unidos terem organizado um exercício conjunto de navegação no Atol de Scarborough.
Este atol é conhecido como Huangyan na China e como Bajo de Masinloc, nas Filipinas, que garantem que a zona encontrar-se dentro da zona económica exclusiva de Manila.
A China reivindica a soberania sobre praticamente todo o mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa aproximadamente 30% do comércio marítimo global e que contém importantes áreas de pesca e potenciais reservas de hidrocarbonetos.
Isto apesar das reivindicações de praticamente todos os outros Estados costeiros, incuindo as Filipinas, Vietname, Malásia, Taiwan, Indonésia e Brunei.
Em 2016, o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia decidiu a favor das Filipinas num caso relativo a várias das áreas disputadas, uma decisão que Pequim rejeita e não reconhece.
Desde que o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., chegou ao poder em 2022, Manila intensificou a cooperação em matéria de defesa com os Estados Unidos, uma mudança que coincidiu com o aumento das tensões com Pequim no mar do Sul da China.
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