Parlamento alemão proíbe entrada a 7 funcionários ligados ao partido AfD
- 07/02/2026
"Até à data, a emissão de credenciais para membros do Parlamento ou funcionários de grupos parlamentares foi negada em sete casos nesta sessão legislativa", disse uma porta-voz da administração do Bundestag à AFP, referindo-se aos sete funcionários.
"Noutros dois casos, foi negado o acesso aos sistemas informáticos", acrescentou a porta-voz, sem revelar a identidade dos funcionários em causa.
Esta recusa ocorreu após uma verificação de antecedentes, explicou a fonte, justificando a política com o objetivo de evitar riscos "para a segurança dos membros do Bundestag".
De acordo com uma investigação publicada hoje pelo semanário alemão Der Spiegel, os detidos são exclusivamente funcionários do AfD cujas ligações à Rússia ou a movimentos de extrema-direita chamaram a atenção da administração parlamentar.
Alguns deles foram condenados por incitar ao ódio ou violar leis sobre armas e um terá detonado bombas de fumo em frente a um centro de refugiados, referiu a mesma fonte.
Nos últimos meses, o AfD, agora o principal partido da oposição no Bundestag, foi acusado por outros partidos de abrigar uma "célula adormecida pró-Rússia" e de usar privilégios parlamentares para fornecer informações sensíveis a Moscovo.
Na quarta-feira, um representante regional do AfD suspeito de violar um embargo de exportação à Bielorrússia foi alvo de buscas à sua casa e escritórios.
De acordo com uma investigação da rádio e televisão bávara, publicada no início de 2024, o AfD empregava, na altura, no Bundestag, mais de 100 funcionários listados como extremistas de direita pelos serviços de informações internos.
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