Paragem de ataques russos à rede elétrica apoiaria "fim da guerra"
- 30/01/2026
Na sua publicação diária nas redes sociais, Zelensky agradeceu os "esforços dos parceiros" de Kyiv para "ajudar a proteger vidas", e em particular anúncio de Trump sobre "garantir a segurança de Kyiv e de outras cidades ucranianas durante este período de inverno rigoroso".
"Obrigado, Presidente Trump! As nossas equipas discutiram isto nos Emirados Árabes Unidos. Esperamos que os acordos sejam implementados. As medidas de desanuviamento contribuem para um progresso real rumo ao fim da guerra", adiantou.
Trump afirmou hoje ter pedido ao homólogo russo para suspender os ataques contra Kyiv e outras cidades ucranianas "durante uma semana", e garantiu que Vladimir Putin "aceitou fazê-lo".
Durante uma reunião da administração norte-americana na Casa Branca, Donald Trump disse que fez este pedido devido ao "frio excecional" que se faz sentir na Ucrânia.
As temperaturas na Ucrânia deverão descer nos próximos dias até aos -30º Celsius, previu a agência meteorológica ucraniana, numa altura em que o país enfrenta cortes significativos no fornecimento de eletricidade e de aquecimento devido aos ataques russos.
Metade da capital ficou por momentos privada de luz e aquecimento, enquanto grandes cidades como Kharkiv (nordeste), Odessa (sul) e Dnipro (centro) também foram afetadas.
Pelo menos seis pessoas morreram hoje numa série de ataques russos no sul e no centro da Ucrânia, anunciaram as autoridades locais, numa altura em que são esperadas para domingo novas conversações diplomáticas entre Moscovo, Kyiv e Washington.
Também hoje, Zelensky afirmou que Kyiv está em contacto com os seus parceiros, em particular com Washington, "sobre formatos verdadeiramente eficazes e resultados verdadeiramente necessários" tendo em vista um acordo de paz com a Rússia.
"A Ucrânia está pronta para reuniões, a Ucrânia está pronta para decisões, e esperamos que os nossos parceiros possam agir com a máxima eficácia possível -- na Europa, nos Estados Unidos, em todo o lado. Exatamente como é necessário para uma paz duradoura", adiantou.
"Não perdemos nenhuma oportunidade de alcançar a paz e garantir a segurança", frisou o Presidente ucraniano.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
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