Paquistão liga ao Afeganistão autor do atentado em Islamabad
- 07/02/2026
"Foi um ataque suicida. O atacante não era cidadão afegão, mas os detalhes de quantas vezes visitou o Afeganistão foram revelados", disse o Ministro do Interior, Talal Chaudhry, aos jornalistas no local do ataque.
O Ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, por seu lado, afirmou que aqueles que matam fiéis na mesquita são "inimigos tanto da religião como da pátria" e adiantou que foi provado que o terrorista envolvido "veio e saiu do Afeganistão".
Asif vinculou a ação a uma suposta estratégia da Índia de usar aliados externos para desestabilizar o país após os confrontos entre os dois Estados em maio.
"Após uma derrota humilhante, a Índia luta agora através dos seus aliados. Já não tem coragem para uma guerra direta", frisou o ministro.
"O Estado responderá a esta opressão com toda a sua força", acrescentou o ministro da Defesa na sua conta na rede socia X, onde também indicou que estão a ser descobertos fios de uma suposta aliança entre os serviços de informação indianos e os talibãs.
O Paquistão denuncia de forma recorrente que o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), também conhecido como os talibãs paquistaneses, de orientação sunita e considerados ideologicamente próximos dos talibãs afegãos, utiliza o território afegão como santuário e recebe apoio logístico da Índia para intensificar a sua ofensiva em território paquistanês.
No entanto, o grupo insurgente negou a autoria do atentado.
"A explosão não tem nada a ver com o Tehreek-e-Taliban Paquistão. Os objetivos do TTP estão claros: são as instituições de segurança e os seus colaboradores", divulgou o porta-voz do grupo, Muhammad Khorasani, num comunicado no Telegram.
O ataque, que teve lugar durante as orações de sexta-feira, ocorre num momento de aumento da violência militante no país, após o atentado que, em novembro passado, deixou 12 mortos num complexo judicial da capital.
Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
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