Pais de Alex Pretti acusam governo de "mentiras doentias. Era bom homem"
- 26/01/2026
Os pais de Alex Pretti, homem que foi morto pelos agentes anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), em Minneapolis, no sábado de manhã, emitiram um comunicado sobre a morte do filho, em que referem que era "um bom homem" e negam aquilo que dizem ser "mentiras doentias" que estão a ser proliferadas pela administração norte-americana.
Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, era um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos antigos militares. O homem, de nacionalidade norte-americana, nascido no estado do Illinois (centro), não tinha antecedentes criminais.
"Estamos de coração partido mas também muito revoltados", escrevem os pais, numa nota publicada pelo The New York Times, e em que referem que o filho "era uma alma carinhosa, que se importava muito com a sua família, os seus amigos e com os veteranos norte-americanos de quem cuidava".
"O Alex queria fazer a diferença neste mundo. Infelizmente não está mais entre nós para poder provar o seu impacto", escrevem, referindo que não querendo usar o termo "herói de forma leviana", o filho morreu "para proteger uma mulher".
A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, alegou à Associated Press (AP), através de mensagens de texto, que a pessoa tinha uma arma de fogo e que os agentes teriam agido em legítima defesa.
"Mentiras doentias", acusa a família da vítima.
"As mentiras doentias que estão a ser ditas pela administração [dos EUA] são repreensíveis e repugnantes. Claramente, o Alex não está a segurar nenhuma arma quando foi cobardemente morto pelos bandidos do ICE", escreve a família, que apela ainda para que a verdade seja reposta em nome do seu filho.
Morte de Alex Jeffrey Pretti
Pouco mais de duas semanas depois da morte de Renee Good - uma norte-americana de 37 anos que, a 7 de janeiro, foi baleada, pelo menos, quatro vezes por agentes do ICE [Serviço de Imigração e Alfândega] enquanto se ia embora do local onde estavam - mais uma pessoa morreu em Minneapolis. Desta vez, a vítima é um homem, que será a segunda pessoa a morrer às mãos destes agentes nesta cidade do estado do Minnesota, pelo menos desde o início do ano.
Tudo aconteceu durante a manhã (tarde em Portugal), quando agentes do ICE dispararam contra Alex Jeffrey Pretti múltiplas vezes. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram que o homem, de 37 anos, foi cercado por várias pessoas. O grupo agrediu-o e ouvem-se, depois, os tiros.
Momentos antes de ser conhecida esta morte, o governador do Minnesota, o democrata Tim Walz, tinha denunciado "mais um tiroteio horrível por agentes federais", pedindo ao presidente dos Estados Unidos, o conservador Donald Trump, para acabar com a operação anti-imigração e retirar "milhares de agentes violentos" daquele estado norte-americano.
Imagens contrariam teoria do governo dos EUA
A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, disse à Associated Press (AP), através de mensagens de texto, que a pessoa tinha uma arma de fogo com dois carregadores, alegando que os agentes teriam agido em legítima defesa.
Há, no entanto, testemunhas oculares, família e autoridades que dizem que Alex Pretti não estava armado, contrariando assim a versão da administração de Trump.
Entretanto esta segunda-feira, dia 26 de janeiro, o presidente norte-americano afirmou que está a ser investigada a morte de Alex Pretti e demonstrou disponibilidade para retirar os agentes da cidade, informou hoje o Wall Street Journal (WSJ).
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