Organização dos Estados Americanos quer reunir conselho permanente
- 04/01/2026
Em comunicado, o secretário-geral da organização, Albert Ramdin, justificou a convocatória para que os Estados-membros "possam abordar a situação de forma aberta, coletiva e construtiva" e para "considerarem os próximos passos" a dar.
Para Albert Ramdin, a prioridade é apoiar "uma solução pacífica" na Venezuela, respeitando "a vontade do povo venezuelano".
"A estabilidade sustentável e a legitimidade democrática só podem ser alcançadas através de meios pacíficos, de um diálogo inclusivo e com instituições sólidas", acrescentou.
Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram detidos no sábado na residência presidencial em Caracas, no âmbito de uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que Washington irá governar o país até se concluir uma transição de poder.
Trump admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Presidente venezuelano foi transportado para Nova Iorque, onde deverá comparecer, nos próximos dias, num tribunal federal para responder a acusações de narcoterrorismo, segundo as agências internacionais.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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