Opositor venezuelano "profundamente feliz" com libertação de presos

  • 09/01/2026

"Estou profundamente feliz por ver os abraços daqueles que já se reencontraram com os seus entes queridos", escreveu na rede social X, referindo-se às libertações ocorridas depois de o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodriguez, ter anunciado que "um número significativo" de presos políticos seria libertado.

 

Declarou também a sua identificação com aqueles que "continuam à espera", acrescentando: "Estou a pensar em todas as famílias que aguardam um telefonema".

Edmundo González, cujo genro está preso na Venezuela, comentou também as notícias contraditórias que circulam sobre as identidades dos prisioneiros que o regime libertará nas próximas horas.

González, que a oposição venezuelana considera o legítimo vencedor das últimas eleições presidenciais na Venezuela e que se encontra no exílio em Espanha desde setembro de 2024, divulgou hoje na sua conta da rede social X uma gravação em que aparece junto a uma fotografia do genro, Rafael Tudares, detido a 07 de janeiro de 2025, três dias antes da tomada de posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato presidencial consecutivo de seis anos.

Em resposta aos rumores sobre a possível libertação do genro, o opositor venezuelano afirmou: "Este momento exige serenidade e força, não para silenciar o que sentimos, mas para proteger as nossas famílias".

"Não queremos rumores nem especulações, queremos estar com os nossos, abraçá-los e viver esse momento quando ele chegar", sublinhou.

Os Estados Unidos efetuaram a 03 de janeiro "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, a congressista Cilia Flores, anunciando que governariam o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e Flores foram presentes a 05 de janeiro num tribunal federal em Nova Iorque, tendo-se declarado inocentes de todas as acusações, e continuarão detidos até à próxima audiência, agendada para 17 de março.

Nicolás Maduro é acusado nos Estados Unidos de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas em apoio de atividades criminosas, além de colaboração com organizações classificadas como terroristas por Washington.

Em Caracas, por decisão do Supremo Tribunal, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tomou posse como Presidente interina do país, com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela e saudações pela retirada de Maduro do poder.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição, María Corina Machado e Edmundo González, ao passo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região, além da possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

Leia Também: Trump diz ter cancelado 2.ª vaga de ataques à Venezuela

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916677/opositor-venezuelano-profundamente-feliz-com-libertacao-de-presos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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