ONU condena "ataques contínuos" de Israel a universidade palestiniana
- 22/01/2026
"Rusgas, detenções, intimidação e criminalização da vida estudantil são instrumentos utilizados para minar o direito à educação, atacando as instituições palestinianas no seu núcleo", afirmaram os investigadores, entre os quais a relatora da ONU para os Territórios Palestinianos, Francesca Albanese.
Num comunicado, os investigadores sustentaram que estes atos constituem mais um exemplo das "medidas de punição coletiva" perpetradas por Israel e uma continuação de políticas de ocupação militar que se prolongam há décadas, visando a "destruição do sector educativo".
A rusga de 06 deste mês, em que soldados e viaturas militares irromperam no 'campus', "constitui uma escalada perigosa" nesse assalto sistemático e "uma clara violação do direito internacional", asseguraram.
Segundo denúncias recebidas pelos investigadores, as forças israelitas dispararam nesse dia de forma indiscriminada com munições reais no 'campus' e utilizaram igualmente gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento, causando pelo menos 41 feridos, vários deles atingidos por disparos.
A operação coincidiu com um protesto do sindicato estudantil, que denunciou a violência contra presos palestinianos e o sistema israelita de detenções políticas em massa.
Desde 2002, a universidade, uma das mais antigas do território palestiniano, foi alvo de 26 rusgas.
Os relatores recordaram ainda que, desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023, o Exército israelita matou 37 estudantes universitários e feriu outros 259 na Cisjordânia, a que se juntam 463 detenções, 148 das quais de estudantes da Universidade de Birzeit.
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