ONG não sabem quando será revelada real dimensão do massacre no Irão
- 08/02/2026
As ONG sugerem que talvez seja necessário esperar até o fim da República Islâmica para que os verdadeiros dados sejam conhecidos.
"Acredito que os detalhes definitivos terão de esperar até a queda do regime e a realização de uma missão investigativa independente", disse Mahmood Amiry Moghaddam, diretor da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede em Oslo, à EFE, no aniversário de um mês da repressão, em 08 de janeiro.
Moghaddam observou que ainda há pessoas desaparecidas e que o Governo está a pressionar as famílias e monitorizar as comunicações.
Da mesma forma, a organização Ativistas de Direitos Humanos (HRA), cuja agência tem divulgado dados sobre as mortes, explicou à EFE que a sua equipa está a trabalhar para rever todos os casos relatados, mas "não é possível fornecer um cronograma neste momento, porque novas informações continuam a surgir e exigem um estudo minucioso".
A IHR e a HRA têm sido as duas principais fontes de informação sobre as mortes registadas nos protestos que começaram a 28 de dezembro, quando comerciantes se revoltaram contra as consequências da desvalorização do rial e os problemas de acesso a moeda estrangeira no país.
O que começou como uma reivindicação económica transformou-se num movimento de cidadãos a exigir a mudança de regime, que foi brutalmente reprimido em 08 e 09 de janeiro.
Até o momento, a HRA confirmou 6.941 mortes --- 6.495 delas de manifestantes, 171 de crianças e 214 de membros das forças militares ou governamentais. O país também tem 11.630 casos de possíveis mortes sob análise, contabiliza 11.021 civis gravemente feridos e registou 50.921 prisões.
Leia Também: Irão condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 7 anos e meio de prisão














