Oito países árabes e islâmicos condenam violações da trégua em Gaza
- 01/02/2026
Os ministérios dos Negócios Estrangeiros do Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar condenaram "energicamente as reiteradas violações por parte de Israel do cessar-fogo em Gaza, que causaram morte e ferimentos a mais de mil palestinianos".
"Estas ações correm o risco de aumentar as tensões e minar os esforços destinados a consolidar a calma e restaurar a estabilidade, num momento em que as partes regionais e internacionais estão a trabalhar coletivamente para avançar na segunda fase do plano de paz do Presidente Donald Trump e implementar a Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas", referem na nota.
Os ministros consideram que estas contínuas violações da trégua "constituem uma ameaça direta ao processo político e dificultam os esforços em curso" para uma segunda fase "mais estável" na Faixa de Gaza, tanto em termos de segurança como de condições humanitárias.
Por isso, instaram todas as partes envolvidas a "assumir plenamente" as suas responsabilidades com o objetivo de manter o cessar-fogo e de se abster de "qualquer ação que possa minar o processo atual".
Esta condenação surge um dia depois de o ministério da Saúde e da Defesa Civil palestiniano ter contado pelo menos 32 palestinianos mortos em Gaza, entre eles sete crianças, devido a múltiplos ataques israelitas ao longo do enclave palestiniano.
Desde a entrada em vigor da trégua já foram assassinadas em Gaza cerca de 530 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, segundo dados do ministério da Saúde de Gaza, aos quais se juntaram as últimas vítimas de hoje.
A primeira fase da trégua previa a troca de reféns (20 vivos e 28 mortos e todos já repatriados) por prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas da Faixa de Gaza e a entrada de ajuda humanitária no território, tendo resistido, ao fim de quase quatro meses, a acusações cruzadas de sucessivas violações do entendimento.
As próximas etapas preveem um Governo de transição tecnocrático, já constituído, o desarmamento do Hamas, a criação de uma força militar internacional e a reconstrução do enclave.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
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