Nome do Kennedy Center? "Tenho problemas mais importantes para resolver"
- 09/01/2026
O secretário da Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., afirmou, esta quinta-feira, que "tem problemas mais importantes para resolver" do que falar sobre a mudança do nome do Kennedy Center, que era uma homenagem ao seu tio e ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.
A família de John F. Kennedy reagiu publicamente à mudança de nome ao Centro de Artes, mostrando-se indignada com a atitude do atual presidente norte-americano, Donald Trump.
Questionado por uma jornalista da CBS News sobre a indignação da família e se a compreendia, Robert F. Kennedy Jr. respondeu: "Claro que compreendo, mas tenho problemas mais importantes para resolver."
E acrescentou: "Se perdermos crianças neste país para a obesidade, doenças cardíacas — 77% das nossas crianças não poderão alistar-se nas Forças Armadas. Salvar uma vida é mais importante para mim do que o nome de um prédio."
O secretário da Saúde revelou, no entanto, que não esteve envolvido na mudança do nome do Centro de Artes, que agora se chama Trump - Kennedy Center.
Já sobre se tinha alguma objeção ao novo nome, disse apenas que estava focado em "tornar a América saudável novamente".
De recordar que, no primeiro mês do seu segundo mandato, Donald Trump destituiu a direção da instituição artística e anunciou que tinha sido eleito presidente do conselho por unanimidade.
O presidente também afastou David M. Rubenstein, o maior doador do centro e agora vai enfrentar a tarefa de reunir financiamento, algo que para Michael M. Kaiser, que foi presidente do Kennedy Center durante 13 anos, constitui "um desafio muito grande".
Já a presidente demissionária do Kennedy Center, Deborah F. Rutter, nomeada em 2014, foi substituída, a título provisório, pelo diplomata Richard Grenell, que foi embaixador dos EUA na Alemanha durante o primeiro mandato de Donald Trump.
O Kennedy Center foi uma homenagem do Congresso ao presidente John F. Kennedy, que morreu assassinado em 1963.
Na altura, o Congresso aprovou uma lei dando o seu nome ao centro cultural da capital federal dos EUA. A lei aprovada proíbe explicitamente o conselho de administração de transformar o centro num memorial a qualquer outra pessoa e de colocar outro nome no exterior do edifício.
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