Netanyahu inicia visita aos EUA e reúne-se com enviados ao Médio Oriente
- 11/02/2026
Durante o encontro, o chefe do Governo israelita, Steve Witkoff e Jared Kushner abordaram diversos assuntos regionais de interesse comum, de acordo com o gabinete de imprensa de Netanyahu, nomeadamente relativos à primeira ronda de negociações que os enviados norte-americanos mantiveram com o Irão na sexta-feira passada.
Antes da chegada aos Estados Unidos, Netanyahu anunciou que apresentaria ao Presidente norte-americano, Donald Trump, a perspetiva de Israel "sobre as bases das negociações, princípios importantes", na sua opinião, "não apenas para Israel, mas para todos aqueles que no mundo desejam paz e segurança no Oriente Médio".
Israel quer que o Irão concorde não só em limitar o enriquecimento de urânio, mas também em reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região, como o Hezbollah.
O Irão rejeita estas exigências e diz estar disposto apenas a certas limitações ao programa nuclear, em troca de um alívio das sanções.
Trump disse na terça-feira que é do interesse do Irão "um acordo" em matéria nuclear, e o seu contrário seria algo "tolo", quando questionado sobre o assunto numa entrevista exclusiva à cadeia Fox News.
O Presidente destacou a presença militar dos EUA no Golfo Pérsico como um fator de pressão sobre Teerão, acrescentando que há uma "enorme frota" a caminho da região.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do Golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou que está a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem.
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