"Não haverá lugar" em Gaza para soldados de Turquia e Qatar

  • 19/01/2026

Esta declaração de Benjamin Netanyahu surgiu apesar do anúncio da Casa Branca, no fim de semana, de que os líderes desses dois países farão parte do Conselho Consultivo.

 

Numa série de declarações no parlamento, onde falou sobre a segunda fase do plano dos Estados Unidos, Netanyahu comprometeu-se a impedir o destacamento de militares desses países para a zona, uma medida já anteriormente rejeitado.

"Temos, ocasionalmente, conflitos com os nossos amigos dos Estados Unidos quando se trata de escolher o conselho consultivo que vai acompanhar o processo em Gaza", afirmou, referindo-se à Turquia e ao Qatar, apesar de se tratar de dois países que estiveram fortemente envolvidos na mediação para um acordo de cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

"Estou preparado para confrontar os Estados Unidos quando surgirem divergências sobre questões fundamentais", esclareceu Netanyahu, sublinhando, contudo, que as ocasionais divergências "não causam danos à relação com o Presidente norte-americano", Donald Trump, a quem se referiu como o seu "melhor amigo na Casa Branca".

Observou ainda que o Exército israelita continua a manter o controlo sobre 52% daquele território palestiniano, ocupando uma "posição de força".

"A segunda fase [do plano de paz de Trump] é simples: o Hamas será desarmado e Gaza desmilitarizada", afirmou.

"Estamos empenhados nestes objetivos, que serão alcançados", insistiu.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto por Donald Trump, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

Essa primeira fase da trégua envolveu a retirada parcial do Exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo destinou-se a pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

A retaliação de Israel, iniciada horas mais tarde no mesmo dia, fez mais de 71.400 mortos e mais de 171.000 feridos, na maioria civis, de acordo com números atualizados (incluindo as vítimas das quebras do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Leia Também: Israel considera insuficientes esforços do Líbano para desarmar Hezbollah

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2922351/nao-havera-lugar-em-gaza-para-soldados-de-turquia-e-qatar#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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