Myanmar rejeita acusações de genocídio de minoria rohingya

  • 16/01/2026

"Este caso será julgado com base em factos comprovados, não em alegações sem fundamento. A retórica emotiva e uma apresentação confusa dos factos não podem substituir uma análise rigorosa da situação", disse Ko Ko Hlaing, ministro da Presidência de Myanmar, perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, nos Países Baixos.

 

O mais alto tribunal da ONU está a realizar três semanas de audições neste caso referente à repressão de Myanmar contra a minoria muçulmana rohingya em 2017.

A Gâmbia apresentou uma queixa ao Tribunal Internacional de Justiça, acusando Myanmar de violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio de 1948.

Myanmar tem sustentado consistentemente que a repressão por parte das suas forças armadas foi justificada para conter a insurgência rohingya, após uma série de ataques que mataram uma dúzia de membros das forças de segurança.

"Myanmar não era obrigado a ficar de braços cruzados e a permitir que os terroristas agissem impunemente no norte do estado de Rakhine", disse Ko Ko Hlaing aos juízes.

"Estes ataques justificaram as 'operações de limpeza', um termo militar que se refere a operações de contra-insurreição ou contraterrorismo", acrescentou.

Centenas de milhares de muçulmanos rohingya fugiram de uma repressão sangrenta realizada pelo Exército de Myanmar e pelas milícias budistas em 2017, encontrando refúgio no vizinho Bangladesh. Testemunhos relatam assassinatos, violações coletivas e incêndios criminosos.

Hoje, 1,17 milhões de rohingya vivem amontoados em campos degradados que se estendem por mais de 3.200 hectares em Cox's Bazar, no Bangladesh.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2920511/myanmar-rejeita-acusacoes-de-genocidio-de-minoria-rohingya#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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