MP diz que entre "100 e 120 venezuelanos" morreram após ataque dos EUA
- 23/01/2026
"Um acontecimento sem precedentes, ocorrido a 3 de janeiro, por meios de força, de violência, com um saldo lamentável de entre 100 a 120 venezuelanos, civis e militares, massacrados de maneira totalmente, eu diria aberrante, injusta, mas à margem de toda a legalidade", garantiu Tarek William Saab num ato do "Ministério Público vai à tua comunidade", transmitido pelo canal privado Globovisión.
Saab indicou que o ataque foi realizado com "bombardeiros, helicópteros armados com mísseis, com armas químicas", que, segundo afirmou, causaram também danos em zonas residenciais, "onde havia idosos, crianças, mulheres, muitos dos quais faleceram".
O responsável adiantou que este ataque dos EUA, que terminou com a captura de Maduro e da sua esposa Cilia Flores, viola a Constituição dos Estados Unidos, bem como convenções internacionais de direitos humanos das Nações Unidas, o Tribunal Internacional de Justiça e o Tribunal Penal Internacional.
"Portanto, num contexto alheio ao que é um mundo de paz, ocorreram estes factos e isso não pode ser desconsiderado, esquecido", acrescentou.
O titular do Ministério Público assegurou que em março próximo está prevista uma nova audiência judicial para Maduro e Flores em Nova Iorque, que enfrentam acusações relacionadas com narcoterrorismo, pelo que fez um apelo à Justiça norte-americana para dar "um passo em frente" perante o que descreveu como uma acusação "absolutamente incoerente, inverosímil".
Na madrugada do passado dia 3 de janeiro, tropas norte-americanas protagonizaram ataques em Caracas e outros três estados da Venezuela, incluindo La Guaira, nos quais capturaram Maduro e Flores, que foram transferidos para Nova Iorque e apresentados perante um tribunal federal.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, informou que 47 elementos da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) morreram durante a operação, um número que se soma a 32 militares cubanos falecidos, segundo informou o Governo da ilha das Caraíbas.
O ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, denunciou que pelo menos 100 pessoas morreram na ação militar dos Estados Unidos.
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