Mortes em incêndios no Chile sobem para 18. Imposto recolher obrigatório
- 19/01/2026
"Hoje temos um número confirmado de 18 mortes, mas estamos certos de que este número vai aumentar", disse Gabriel Boric, que falava na cidade de Concepción, onde esteve para supervisionar os esforços de combate aos incêndios.
O ministro da Segurança, Luis Cordero, tinha anteriormente reportado 15 mortes e anunciado a retirada de mais de 50 mil pessoas.
Os incêndios, alimentados pelas altas temperaturas e ventos fortes, deflagraram no sábado nas regiões de Ñuble e Biobío, a cerca de 500 quilómetros a sul da capital, Santiago.
Segundo as autoridades, registaram-se 300 casas destruídas até ao momento. Mas "haverá certamente mais de 1.000", afirmou o presidente.
Especificou que o recolher obrigatório noturno se aplicava às áreas mais atingidas na região de Biobío, incluindo Lirquén e Penco.
"As condições são muito desfavoráveis", alertou.
Em ambas as cidades, inúmeras casas foram devastadas pelas chamas, observaram os jornalistas da AFP.
"Às 2:30 da manhã, o fogo estava fora de controlo. Houve um remoinho que engoliu as casas do bairro em baixo", disse Matias Cid, um estudante de 25 anos de Penco.
As chamas propagaram-se tão rapidamente que "tivemos de fugir vestindo apenas a roupa do corpo. Penso que se tivéssemos ficado mais 20 minutos, teríamos morrido queimados", acrescentou.
O presidente da Câmara de Penco, Rodrigo Vera, disse à imprensa que 14 pessoas morreram só naquela cidade.
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