Moçambique precisa de mais de 469 milhões para repor infraestruturas

  • 08/01/2026

De acordo com o ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, citado hoje pela comunicação social, Moçambique soma 27 mil milhões de meticais (361,9 milhões de euros) "em destruições" de infraestruturas públicas, cuja "reposição" implica investimentos de 35 mil milhões de meticais.

 

Segundo o governante, com tumultos "não se pode desenvolver um país", alegando que as manifestações pós-eleitorais, de outubro de 2024 a março de 2025, fizeram com que o país recuasse "muitos passos".

"Se em alguns lugares me perguntarem, eu diria que regredimos aos anos 80 ou um pouco antes", apontou, reiterando ainda que Moçambique e nenhum outro país merece viver insegurança igual.

"O papel do Governo, agora, depois deste levantamento, é mobilizar recursos para conseguir repor as infraestruturas nos municípios onde não existem infraestruturas mínimas para o funcionamento da administração pública", concluiu.

Em causa estão protestos convocados então pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições de outubro de 2024, que deram a vitória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique, nos quais morreram mais de 400 pessoas, em confrontos com a polícia.

Em dezembro, o Presidente moçambicano classificou o período de protestos como a pior crise eleitoral já vivida no país, como de "profunda dor" para os moçambicanos, vivida por milhares de pessoas que viram os bens vandalizados e destruídos e a segurança ameaçada.

"As manifestações forçaram o encerramento definitivo ou temporário de empresas, resultando na perda de mais de 50 mil postos de trabalho", disse, apontando para a redução de arrecadação de receitas para o Estado face às vandalizações.

"Esta sabotagem, promovida por forças que atuam contra a ordem pública, tem profundas consequências humanas, psicológicas e materiais", acrescentou o chefe do Estado moçambicano, criticando a "redução a escombros" de bens privados e públicos.

Um total de 7.200 pessoas foram detidas durante os protestos, segundo dados da plataforma Decide, divulgados em outubro, um ano após o início da contestação.

A violência em Moçambique cessou após um primeiro encontro, em março, entre Daniel Chapo e Venâncio Mondlane, estando em curso um processo de pacificação, que prevê o compromisso governamental de realizar várias reformas, incluindo na Constituição e leis eleitorais.

Chapo promulgou em abril a lei relativa ao Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, aprovada dias antes no parlamento, com base no acordo com os partidos políticos, assinado em 05 de março, para ultrapassar a crise que se seguiu às eleições gerais de 09 de outubro.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2915668/mocambique-precisa-de-mais-de-469-milhoes-para-repor-infraestruturas#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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