Moçambique com 92 mil hectares agrários inundados

  • 09/01/2026

Segundo uma nota divulgada hoje pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), a área afetada pelas inundações na presente época chuvosa corresponde a 1,8% da área total semeada nas províncias afetadas, casos de Inhambane, cidade e província de Maputo, no sul, Sofala, Tete, Manica e Zambézia, no centro, e Nampula, no norte de Moçambique.

 

"A província de Sofala foi a mais afetada, com mais de 54 mil hectares inundados, dos cerca de 211 mil hectares semeados, atingindo mais de 41 mil famílias produtoras. Segue-se a Zambézia, com mais de 35 mil hectares inundados, de um total aproximado de 1,3 milhões de hectares semeados. Inhambane apresenta impactos residuais, com cerca de 120 hectares inundados", avança-se na nota.

Segundo o Governo, entre as principais culturas afetadas destacam-se o arroz, milho, feijões, mandioca e batata-doce.

As chuvas também afetaram 180 tanques piscícolas na província de Sofala, destruindo pelo menos 30, além da destruição de 40 gaiolas com registo de perda de mais de 116 mil alevinos, prejudicando cerca de 390 piscicultores.

No setor pecuário, registaram-se danos em mais de 170 infraestruturas, afetando cerca de 143 mil animais, entre bovinos, caprinos, suínos e aves, envolvendo aproximadamente 200 criadores, acrescenta-se na nota divulgada.

Desde 01 de outubro, início da época chuvosa, e até 01 de janeiro, 163 casas ficaram total ou parcialmente destruídas e outras 11 inundadas na sequência das intempéries.

A época chuvosa 2025-2026 afetou também 19 escolas e um total de 8.773 alunos, indicou anteriormente o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

As autoridades moçambicanas ativaram em 28 de dezembro ações de antecipação às cheias, após alerta de ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, alertas que ainda se mantêm, em cinco províncias do centro e norte do país.

De acordo com comunicado do INGD, a decisão da ativação do mecanismo surge após a previsão da ocorrência de chuvas fortes nas províncias de Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte, "agravando a situação prevalecente de cheias e inundações nas zonas baixas das bacias hidrográficas dos rios Montepuez, Megaruma, Muaguine, Rovuma, Monapo e Licungo".

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, mas também períodos prolongados de seca severa.

O Presidente moçambicano disse, em 18 de dezembro, que pelo menos 313 pessoas morreram, 1.255 ficaram feridas e mais de 1,8 milhões foram afetadas pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que atingiram Moçambique na época chuvosa 2024-2025.

Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Leia Também: Moçambique. Ex-guerrilheiros dão 6 meses a Ossufo para deixar liderança

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916445/mocambique-com-92-mil-hectares-agrarios-inundados#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes