Moçambique acompanha formação de ciclone Dzuzai na bacia do Índico
- 12/01/2026
De acordo com a informação do Inam, este ciclone apresenta ventos médios de 175 quilómetros por hora (km/h) e rajadas até 250 km/h, deslocando-se na direção sul-sudeste a uma velocidade de seis km/h.
Contudo, segundo o Inam, este sistema "ainda não constitui perigo para o Canal de Moçambique, nem a parte continental" do país.
"O Inam continua a monitorar a evolução desse sistema e apela a população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes", lê-se na mesma informação.
Este alerta surge numa altura em que o Inam tem vindo a emitir, nos últimos dias, avisos vermelhos para a ocorrência de fortes chuvas e trovoadas, que estão a provocar inundações sobretudo no centro e sul.
Pelo menos 92 pessoas morreram, 86 ficaram feridas e 121.939 foram afetadas durante a atual época de chuvas em Moçambique, indica o mais recente relatório do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Desde 01 de outubro, quando se iniciou a presente época de chuvas, até sexta-feira, pelo menos 24.265 famílias foram afetadas pelo mau tempo, o correspondente a 121.939 pessoas, além de um total de 4.108 casas totalmente destruídas, 8.084 parcialmente e 10.110 casa inundadas.
Durante o mesmo período, além de 92 óbitos e 86 feridos, as autoridades contabilizam 13 unidades sanitárias, 40 casas de cultos, um sistema de abastecimento de água, 10 aquedutos e 518 quilómetros de estrada afetados.
O documento referiu ainda que foram igualmente perdidos mais de 54.000 hectares de área agrícola, causando prejuízos a 5.698 agricultores.
O INGD indicou que 832 animais, entre aves e os gados bovino e caprino morreram durante as intempéries. Foram também abertos, desde outubro último, 15 centros de acolhimento que receberam 12.037 pessoas afetadas, estando, atualmente, apenas quatro centros ativos, com cerca de 4.303 afetados.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas do centro e do sul do país, com as autoridades a ativarem ações de antecipação às cheias e inundações nas regiões atingidas.
O país africano enfrenta, ciclicamente, cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de períodos prolongados de seca severa, sendo, por isso, considerado um dos mais afetados pelas alterações climáticas globais.
Nas últimas chuvas, entre 2024-2025, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1.255 e afetaram mais de 1,8 milhões, indicou o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos causaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano.
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