María Corina compara transição democrática na Venezuela ao Muro de Berlim

  • 28/01/2026

A líder da oposição da Venezuela - e vencedora do Nobel da Paz -, María Corina Machado, afirmou querer regressar em breve ao seu país para ajudar na instauração da democracia, fazendo uma comparação à queda do Muro de Berlim. 

 

Numa entrevista exclusiva ao The Post, na sexta-feira passada, Corina Machado revelou que quer regressar o quanto antes à Venezuela: "Preciso de estar lá", disse.

A venezuelana, que esteve escondida durante o governo de Maduro, salientou que quer muito ajudar o país a tornar-se um país democrático e que isso, quando for conseguido, Donald Trump terá o seu próprio momento do Muro de Berlim quando terminar o mandato em 2029.

"O legado [de Trump] no mundo será enorme. Terá uma Venezuela próspera, as suas regiões... se fizermos uma comparação na História, isto significaria tanto para as Américas como a queda do Muro de Berlim significou para a Europa. É equivalente", apontou. 

E acrescentou: "Pela primeira vez na história, as Américas estarão livres do comunismo, da ditadura e do narcoterrorismo"

María Corina Machado sublinhou que confiar no povo venezuelano para que se autogoverne é o caminho mais rápido para atingir o objetivo, notando que eles poderão reconstruir a sua nação e a sua economia. 

Sobre a captura e detenção de Nicolás Maduro, a líder da oposição caracterizou a ação do presidente dos Estados Unidos como "histórica". "Ele percebeu que não se tratava apenas da Venezuela, tratava-se de desmantelar uma estrutura criminosa que ameaça todo o hemisfério ocidental", afirmou. 

María Corina Machado assumiu estar pronta para ajudar o seu país na transição democrática, o que, para já, significa várias reuniões com legisladores e líderes em Washington DC. No entanto, assim que lhe for possível, garantiu que voltará para a Venezuela. 

Recorde que a venezuelana esteve escondida durante 16 meses no país, tendo fugido em dezembro. Apesar de saber o perigo que enfrenta ao regressar, defendeu que a presidente interina, Delcy Rodriguez, e outros líderes do regime chavista não conseguem dar à Venezuelana o que os Estados Unidos - ou os venezuelanos - precisam. 

Corina Machado recebeu Nobel da Paz (e entregou medalha a Trump)

María Corina Machado revelou que ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, por quem foi recebida, esta quinta-feira, na Casa Branca.

"Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prémio Nobel da Paz", revelou aos jornalistas em declarações à saída do Congresso norte-americano, horas depois do seu encontro com Trump, no dia 15 de janeiro.

"Há 200 anos o general Lafayette deu a Simón Bolívar a medalha como rosto de George Washington. Bolívar ficou com a medalha para o resto da vida", exemplificou. "Duzentos anos depois, o povo de Bolívar está a entregar a Washington uma medalha, neste caso a medalha do Prémio Nobel da Paz, em reconhecimento do seu compromisso único com a nossa liberdade", acrescentou.

Horas antes, o Comité Nobel Norueguês sublinhava que o Prémio Nobel da Paz não pode ser transferido, partilhado ou revogado, como Corina Machado já tinha afirmado ser sua intenção.

María Corina Machado oferece medalha do Nobel da Paz a Trump

María Corina Machado oferece medalha do Nobel da Paz a Trump

Líder da oposição venezuelana foi recebida esta quinta-feira na Casa Branca, num encontro à porta fechada com o presidente dos Estados Unidos. A reunião ocorre menos de duas semanas após os Estados Unidos terem capturado Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.

 Tomásia Sousa com Lusa | 21:48 - 15/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2927323/maria-corina-compara-transicao-democratica-na-venezuela-ao-muro-de-berlim#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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