Mais de 50.000 pessoas retiradas devido a inundações no norte de Marrocos

  • 04/02/2026

A grande maioria das operações de retirada de pessoas foi realizada em Alcazarquivir, na província de Larache (norte), uma localidade com mais de 120.000 habitantes, onde o exército continua destacado desde quinta-feira passada para apoiar as pessoas afetadas pelas inundações, causadas pela cheia do rio Loukkos e da barragem de Oued El Makhazine, que ultrapassou a sua capacidade de enchimento.

 

As autoridades locais de Larache procederam nas últimas horas à realocação dos desalojados em centros de acolhimento de Alcazarquivir para zonas mais seguras.

 Fontes locais consultadas pela agência de notícias espanhola EFE explicaram que, devido à gravidade da situação, é possível que as autoridades decidam retirar todos os residentes da cidade.

As autoridades limitaram o acesso da população para evitar que as tarefas de resgate fossem afetadas e suspenderam excecionalmente as aulas nas escolas até ao próximo dia 7. Esta medida também será aplicada amanhã, devido à tempestade, em Kenitra.

A tempestade também afetou as comunicações marítimas entre Tarifa (sul de Espanha) e Tânger (norte de Marrocos), que foram suspensas devido ao mau tempo no estreito de Gibraltar.

Após sete anos de seca intensa, que comprometeu a agricultura e o abastecimento de água potável em várias zonas de Marrocos, a estação chuvosa que o país vive nas últimas semanas aumentou em 60,8% o nível de enchimento das barragens.

O ministro marroquino da Agricultura, Ahmed el Bouari, garantiu numa resposta escrita a perguntas dos parlamentares que as barragens destinadas à agricultura armazenam atualmente 8,220 milhões de metros cúbicos, com um nível de enchimento de 58%, contra 25% no ano passado.

O ministro do Equipamento e Água, Nizar Baraka, anunciou oficialmente no dia 12 de janeiro que Marrocos tinha superado sete anos consecutivos de seca.

A falta de água reduziu em 38% o rebanho nacional e, em junho passado, pela primeira vez, foi suspenso o tradicional sacrifício do cordeiro durante a festa do Aid al Adha.

A água impulsionará as colheitas durante a próxima temporada e, de acordo com as últimas previsões do banco central marroquino, BAM, o crescimento do PIB nacional ficará em 4,5% em 2026, em parte graças à recuperação da atividade agrícola, principal motor económico do país, com uma projeção de produção de cereais de 5 milhões de toneladas.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2932313/mais-de-50000-pessoas-retiradas-devido-a-inundacoes-no-norte-de-marrocos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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